
*Em 30 de Setembro de 2018, declarei o meu voto para as eleições que se daria dia 02 de Outubro. Diante do que acontecia de maneira avassaladora, quando o Brasil subterrâneo emergiu de chofre, irrefreável, feito um vulcão malcheiroso durante o ano todo, escrevi:
“Perguntaram sobre o meu posicionamento político. Disse que era um homem que ama as mulheres e que sabe distinguir entre o salmão e o rosa. Que proclama liberdade para as borboletas e é a favor do porte de amor. Que se decepcionou com alguns movimentos humanos, por isso prefere o movimento do mar, das folhas e do ar — vento no rosto. Que gosta de trabalhar e que busca não ofender ninguém, ainda que não goste de muitos. Que não é isento e nem se ausenta quando necessário. Que erra e acerta. Que acredita na Democracia e na diversidade. Que vive o presente, buscando a eternidade do momento. Que sabe que morrerá, mas deseja, ainda assim, deixar um mundo melhor para quem vier. Por isso, o meu voto será sempre a favor da vida e da flor, da Lua, da chuva, do Sol e do sal do suor quando faço amor”.
Foi a eleição que decretou um período de horror político que ainda traz funestas consequências ao País como a doença do ódio do qual não se curará tão cedo.
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