15 / 09 / 2025 / O Salto*

Eu tenho 54 anos…
Estou, como nunca antes na minha vida, me sentindo em plenitude.
Não que tenha tanto fôlego mais como antes, porém nunca antes tive, como tenho agora, consciência de minhas limitações…
Além da certeza de minhas possibilidades…
Sei que sou falível e, portanto, me cuido mais e cuido mais de quem está a minha volta…
Tento não deixar nada ao acaso. A não ser quando sinta que é o acaso que deva comandar a situação…
E como disse alguém deste sertão, “a felicidade se acha nas horinhas de descuido”…
Então, antes de voltar para a Realidade, saltei para vida real…
Só não esperava que o mergulho nas águas da vida fosse tão profundo que não mais pudesse retornar…

*Texto produzido em 15 de Setembro de 2016, data da morte de Domingos Montagner Filho —ator, teatrólogo, palhaço, empresário e produtor teatral brasileiro — ao mergulhar nas águas do Velho Chico.

13 / 09 / 2025 / A Celebração Da Feminilidade*

Em nosso trabalho com a Ortega Luz & Som, vivemos momentos que nos marcam de uma forma ou de outra, principalmente quando envolve movimentos que nos deslocam para sensações inéditas e, muitas vezes profundas. Sobre a imagem acima, escrevi:

“Ontem, como estava há quatro dias ‘virando’ de um evento para outro, não estranhei que me sentisse em um sonho quando começou o cortejo dos candelabros conduzidos pelas bailarinas do grupo de Nazira Izumi. Ao adentrarem ao “Picadeiro”, com o auxílio generoso da bela trilha sonora, o clima da apresentação pareceu o de uma reunião de modernas bruxas na floresta, a homenagear os mistérios femininos. Cumpriu a nós, expectadores, apenas nos deixarmos levar pela beleza dos movimentos ritmados…”.

Eu sou um homem que ama as mulheres em sua profundidade e força. Quando acontece de encontrarmos a celebração de seus mistérios de maneira explícita, ainda de que forma delicadamente artística, mais poderosa ela se mostra. Foi o que aconteceu no dia 11 de setembro de 2016*. Publicado no dia 12 de setembro do mesmo ano, reproduzo neste blogue como a relembrar o quanto homenageio quando a minha atividade me traz prazer de alguma ordem.