Trabalho em eventos, normalmente realizando a sonorização e a iluminação de shows. Como costumo dizer, faço parte da tradição do Circo e dos artistas mambembes, se deslocando de lugar em lugar, montando equipamentos para os artistas se expressarem.
Nesse ínterim, a depender do lugar, aproveito para relaxar. Como ocorreu no último dia do ano, em Caraguatatuba. O contato com a Natureza me restabelece as forças, enquanto mergulho no Mar ou caminhe pela areia. Assim, me despedi de 2025.
Já no primeiro dia de 2026, depois de passar o dia com a família, aproveitei o silêncio da noite para adentrar nos mundos de Stranger Things — o Invertido e o Direito — na eterna luta do Bem contra o Mal. O principal dilema ficou por conta do direito de escolha — entre um e outro — porque, de fato, é isso que ocorre no mundo “normal”. Caso contrário, não estabeleceríamos regras e leis para a mútua convivência para os seres humanos entre si e entre nós e os outros animais, porque em última instância, nos esquecemos que somos todos filhos de Gaia. E o mínimo que podemos e devemos fazer é respeitar as diferenças entre nós.
A série foi lançada há alguns anos, mas decidi acompanhá-la apenas neste 2025 que se encerrou há dois dias. Além do enredo entremeado por teorias físicas que são muito atraentes para mim, a questão moral e das discussões cadentes como homossexualidade e aceitação de diferenças comportamentais de quem está adolescendo — a fase mais difícil para qualquer pessoa — pois é quando descobrimos as contradições entre ser e não ser, no momento em que apenas “estamos”.
A série termina em 1989, ano de nascimento da minha primogênita e sinaliza o término da rica década dos 80, principalmente em termos musicais, com a trilha baseada nos temas de então. O que é interessante pois marcou para mim a entrada na vida adulta com o casamento e a chegada das três filhas. Além relembrar a grandíssima Kate Bush, a série reservou para o último episódio o artista musical mais criativo da década — Prince — um dos meus favoritos, ao qual dediquei um capítulo em meu livro de crônicas — REALidade, com “A Revolução de Prince Em Minha Vida”.
Ah! Apenas para pontuar: “I believe!”…


