02 / 01 / 2025 / A Passagem

Na praia de Caraguatatuba no último dia de 2025

Trabalho em eventos, normalmente realizando a sonorização e a iluminação de shows. Como costumo dizer, faço parte da tradição  do Circo e dos artistas mambembes, se deslocando de lugar em lugar, montando equipamentos para os artistas se expressarem.

Nesse ínterim, a depender do lugar, aproveito  para relaxar. Como ocorreu no último dia do ano, em Caraguatatuba. O contato com a Natureza me restabelece as forças, enquanto  mergulho no Mar ou caminhe pela areia. Assim, me despedi de 2025.

Registro lateral da apresentação da banda para os presentes nas festa do Réveillon

Já  no primeiro  dia de 2026, depois de passar o dia com a família, aproveitei o silêncio  da noite para adentrar nos mundos de Stranger Things — o Invertido e o Direito — na eterna luta do Bem contra o Mal. O principal dilema ficou por conta do direito de escolha — entre um e outro — porque, de fato, é isso que ocorre no mundo “normal”. Caso contrário, não  estabeleceríamos regras e leis para a mútua convivência para os seres humanos entre si e entre nós  e os outros animais, porque em última instância, nos esquecemos que somos todos filhos de Gaia. E o mínimo que podemos e devemos fazer é  respeitar as diferenças entre nós.

A série foi lançada há alguns anos, mas decidi acompanhá-la apenas neste 2025 que se encerrou há dois dias. Além do enredo entremeado por teorias físicas que são muito atraentes para mim, a questão moral e das discussões cadentes como homossexualidade e aceitação de diferenças comportamentais de quem está adolescendo — a fase mais difícil para qualquer pessoa — pois é quando descobrimos as contradições entre ser e não ser, no momento em que apenas “estamos”.

A série termina em 1989, ano de nascimento da minha primogênita e sinaliza o término da rica década dos 80, principalmente em termos musicais, com a trilha baseada nos temas de então. O que é interessante pois marcou para mim a entrada na vida adulta com o casamento e a chegada das três filhas. Além relembrar a grandíssima Kate Bush, a série reservou para o último episódio o artista musical mais criativo da década — Prince — um dos meus favoritos, ao qual dediquei um capítulo em meu livro de crônicas — REALidade, com “A Revolução de Prince Em Minha Vida”.

Ah! Apenas para pontuar: “I believe!”…

Na madrugada do 1º dia do ano para o dia 02, eu e o Bambino assistimos ao último episódio de Stranger Things