Mulheres às quais pertenço: Lívia, Ingrid, Tânia e Romy
Hoje é o Dia das Minhas Mulheres, internacionalmente comemorado. Em todo mundo, tecem-se loas a ela, deitam-se versos em sua homenagem, fazem-se referências à sua luta pela emancipação no trabalho e nos estudos, além da sua capacidade de salvar o planeta pelo amor.
Por uma mulher eu nasci – minha mãe, Madalena – e por outras eu renasci, Tânia – minha esposa e namorada –– Romy, Ingrid e Lívia –– minhas filhas. Quando digo “minhas”, coloco em proporção contrária o tanto que sou “delas”. Pertencem-me, porque fazem parte de mim, de minha alma, de meu corpo. Mesmo a minha mulher por matrimônio entranhou-se de tal modo em minha pele e avançou tanto para dentro de mim, que não consigo imaginar-me sem a sua presença. Reciprocamente, de uma maneira extraordinária, e talvez não tão benéfica, interferi na proporção de seu corpo ao longo do tempo, ao gerar as nossas filhas.
Enfim, amo as minhas mulheres e confesso que as amo muito mais por serem mulheres, esses seres que me fascinam e busco codificar, muito provavelmente em vão. Talvez seja esse o segredo sobre elas – amá-las sem entendê-las, com todo o entendimento de saber que não as decifraremos totalmente. E olha que coisa incrível — pode-se continuar a ama-las ainda depois que se retiram de diante de nossos olhos e até muito mais, talvez. De outra maneira, como compreender que a minha mãe esteja tão mais presente em meus pensamentos, mesmo após o seu passamento físico?
*Texto e imagem de 2012
