BEDA / O X Da Questão

Eu tinha duas contas no X, antigo Twiter, desde 2009. Eu o aderi três anos depois de sua fundação, em 2006. Por lá, divulgava os meus textos publicados no WordPress e, antes, quando comecei com os famosos 140 verbetes. Isso me ajudou a encontrar meus pares ligados à Literatura, inclusive em Portugal e Espanha. Achei que era uma ferramenta incrível, onde aprendi a domar a minha tendência à verborragia por essa ocasião, exercitando em pequenos textos as minhas ideias e temas.

Passados alguns anos, o Twiter se agigantou, ganhou cada vez mais seguidores e consequente influência em vários níveis – econômico, social, político – em diversos países. Já era uma tendência cada vez mais crescente do poder das redes sociais na vida dos cidadãos do mundo todo, a começar pelo Facebook, fundado dois anos antes – uma revolução nas relações entre as pessoas, assim como foi a bicicleta na Europa – fator de aproximação entre pessoas de condados distantes. Apenas que a escala foi estratosfericamente maior – mundial, de fato.

Porém, ao contrário da inofensiva bicicleta, os diversos aplicativos das redes sociais foram se tornando cada vez fatores de desestabilização de arranjos familiares, no menor (em termos de tamanho, ainda que importante) efeito possível, até o ideológico, que regula as relações políticas entre as organizações junto ao poder central em andamento cada vez mais célere. Borrando as fronteiras entre o aceitável e o não aceitável em termos cada vez amplos em um número cada vez maior dos países.

Portanto, contribuindo para que os parâmetros regulatórios não acompanhassem a sua crescente capacidade de influenciar um público despreparado para filtrar o que fosse informação fidedigna ou não. Tornou-se óbvio para os mais espertos que era uma excelente oportunidade para faturamento financeiro através de novas formas que transitavam na zona cinza entre o que era legal ou ilegal com golpes cada vez mais elaborados, principalmente para os não iniciados no mundo virtual. E não demoraria para que os poderosos ou aqueles que queriam chegar ao poder percebessem o potencial tremendo que uma rede de alcance sem limites que permitia a veiculação das suas plataformas políticas de viés antidemocrático.

Grupos políticos organizados dentro do Brasil buscaram suporte em organizações de atuação digital no exterior. Algo que já havia ocorrido antes no País mais poderoso do mundo, quando hackers da Rússia interferiram nas eleições norte-americanas, com campanhas veiculadas em redes virtuais. Agora, mais distante no tempo, é possível perceber que estava em curso um concerto internacional que visava implantar um poder mais aberto à atuação desse setor sem regulamentação formal até então.

A Direita, diante dessa realidade, acompanhada por um quadro em que a Esquerda permitiu que seus erros servissem de munição ao radicalismo extremista direitista, prosperou. Sabendo utilizar as novas ferramentas, acabou por assumir o poder justamente quando um vírus acabou por demonstrar a capacidade letal de sua propagação. Como não havia vontade política de combatê-lo, com a negativa da compra e o uso de vacinas, algo caro à plataforma de direitistas no exterior foi aplicado à realidade brasileira – o negacionismo científico – item da cartilha da Extrema Direita.

Um país como o Brasil, campeão na vacinação de sua população, que propiciou a erradicação de várias doenças endêmicas, voltou no tempo e viu enfermidades simples voltarem a matar indiscriminadamente. Além da Pandemia de Covi–19, que ceifou a vida de mais de 700.000 pessoas, oficialmente. A propagação da campanha contra as vacinas continua repercutindo, a ponto de influenciar pais que não levam os seus filhos para que sejam vacinados contra a epidemia de Dengue em crianças ou HPV, para impedir a propagação de doenças venéreas entre os adolescentes. Ou seja, a propagação de informações enganosas, mata!

O fato novo, ou nem tanto, já o tal Senhor X já havia se encontrado pessoalmente com o Ignominioso Miliciano em território nacional, agora ataca de longe a Democracia brasileira. Foi o apito de cachorro necessário para que os seguidores do bando do enviado dos porões da Ditadura começassem a vociferar contra o Sistema Judiciário que garantiu durante a Pandemia que tivéssemos vacinação em massa. Que conseguiu colocar o Ignominioso Miliciano em seu devido lugar na História – ladrão de joias da Coroa, incentivador da destruição de mundos, simpatizante da tortura, de aniquilação de etnias, reacionário nos costumes que aviltam a dignidade humana, extrator de pústulas como se criasse jardins.

Quando surgiu o Senhor Z, criam que ele fosse perigoso pelo poder de intervenção na vida cotidiana dos cidadãos de todas as latitudes. Porém, ele não chega nem perto do projeto de poder do Senhor X. Dono de 5.000 satélites dos 7.000 em órbita em torno do planeta, ele pode, se quiser, intervir em todo o sistema de comunicação mundial. Localmente, interessado nas riquezas nacionais, como as minas de Lítio, importante para tal estratégia, se associou a um sujeito que venderia a mãe e a entregaria, como faria o antigo residente do Palácio do Alvorada. Para além de suas convicções fora de órbita, o Ignominioso Miliciano, serve muito bem aos seus propósitos.

Angariando simpatia ao estabelecer uma agenda de produção de energia limpa, acena para o retrocesso institucional num planeta que apenas a equanimidade política imposta pelo servilismo social antidemocrático, sem reações a padronização dos costumes, lhe seria útil. Como se a humanidade não tivesse uma riqueza de identidades díspares. O Senhor X, comprador de sonhos, vingativo contra os meninos que um dia o agrediram, tenta superar o seu sentimento de homem pequeno com o peso de sua mão alva e delicada, mas perigosa.

Com a minha saída do X, marco posição. Não acho que deva ser a regra de quem percebe o quanto o Senhor X é pernicioso. Se quiser, que fique e lute de dentro para fora. O X tem como o seu maior problema e vocação, a sua maior atração. Uma terra que se pretende sem lei, fabricante de ódio e desejo de lacração. Eu tinha poucos seguidores, nunca fiz questão de que fossem muitos. O aplicativo era mais uma espécie de depósito de ideias. Muitas, eu nem acredito mais. Não farei e nem sentirei falta, como sinto falta das minhas antigas ilusões. Crescer é isso? Descrer do ser humano?

Foto por Helena Jankoviu em Pexels.com

Participação: Lunna Guedes / Mariana Gouveia / Claudia Leonardi / Roseli Pedroso / Bob F.

BEDA / A Paixão Pelo Jogo*

Nesta mesma época, há um ano*, versei sobre a paixão pelo jogo que seria pouco tempo depois regulamentado, com as devidas taxações federais, além de prevenções quanto aos sites serem usados como meio de lavagem de dinheiro pelo crime organizado ou grupos terroristas. A Medida Provisória (MP) nº 1.182/2023 altera a Lei 13.756/18, a fim de regulamentar as chamadas apostas de quota fixa, também conhecido como “mercado de Bets”. Trata-se dos sistemas de apostas associados a eventos reais de temática esportiva. O que deu chance a que atletas fossem assediados para facilitarem resultados em competições do calendário profissional. Como trata-se de uma paixão (no que ela tem de mais doentia), apresenta aquela atração em que o perigo de perder, longe de afastar, atrai os seus apaixonados. Seja que dia for, incluindo os “dias santos”…

Desculpem-me se no Domingo de Páscoa, que para mim o mais importante é celebrar a Paixão de Cristo, venha a colocar algo que supostamente não tenha nada a ver com a data. É que ainda que venhamos a lembrar o verdadeiro motivo desta efeméride, muita gente não deixará de jogar em sites de apostas.

Vejo proliferar anúncios publicitários de jogos de apostas protagonizados por jogadores de futebol e até famosos de outras áreas de atuação. Em meados de 2018 versei sobre o fascínio do jogo como fenômeno nacional, em 82% Jogam. O agravante é que os atuais sites de jogos não são apenas entretenimento, mas lidam com apostas em dinheiro.

É uma espécie de retorno virtual do fenômeno dos Bingos (depois proibidos) que causou várias situações de desespero em famílias que viram seus membros mergulharem em vertigem no fundo do poço, as prejudicando gravemente no aspecto financeiro. E no bom relacionamento entre seus membros.

É sempre bom lembrar aos que se sentem atraídos pelas peças de propaganda que são veiculadas mostrando cenas de pessoas felizes ao ganharem na jogatina que, para haver lucro para os patrocinadores, para cada vencedor, deve haver muitos perdedores.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Participação: Lunna Guedes / Mariana Gouveia / Claudia Leonardi / Roseli Pedroso / Bob F.

BEDA / Fidelidade*

Sou Adão e sou fiel…
Tenho uma natureza fidedigna,
que preza o outro.
Porém, mais que ao próximo,
tenho a tendência em satisfazer
às minhas paixões…

Vivo a contradição –
como ser fiel a mim mesmo,
ao meu desejo,
ao que considero ser o melhor
ou mais gostoso para o meu ego –
e manter-me fiel a quem me é amável,
sem feri-lo?

Não há como ser feliz sem magoar…
Ou magoamos a nós ou ao amado…
Muitas vezes, aos dois…
Prefiro o gosto da maçã
à inocência que ignora
o que é certo e o errado…

Que mérito eu teria
se não pudesse escolher?
Para justificar as minhas escolhas,
culpo ao outro por elas…

Dessa maneira, satisfaço
a minha curiosidade de criança mimada
e continuo a comer uma fruta após a outra,
até conhecê-las todas
e nomeá-las…

Para não dizer que minto (mais uma falta),
digo, em pureza d’alma:
sou fiel a minha traição…

* Poema de 2017

Foto por Tom Swinnen em Pexels.com

Participação: Lunna Guedes / Mariana Gouveia / Claudia Leonardi / Roseli Pedroso / Bob F.

BEDA / ACADEMIA

Os dois se conheceram na academia do bairro. Os olhares furtivos de ambos pelo “shape” que chamavam a atenção de todos pela proporcionalidade – nada de excessos, as linhas sinuosas e insinuantes nas medidas certas para pousar os olhares e serem admirados. Os detentores desses corpos exemplares foram chamados pelo diretor da academia, amigo dos dois, para ilustrarem um pôster de propaganda. Chamados para as fotos, obviamente se reconheceram, apesar de nunca terem trocado palavras. A ideia era que posassem fazendo as séries que os mantinham como ideal de forma física.

As fotos seriam produzidas após o fechamento da academia. Demorou por duas horas, mas a alegria genuína por estarem juntos no mesmo ambiente fez com que parecessem minutos. Risos brotavam de seus lábios como se fossem velhos conhecidos. Os olhos de ambos percorriam cada detalhe dos músculos construídos à base de muita dedicação, equilíbrio alimentar, força mental com um viés mistura de encantamento e desejo. O suor escorria fácil, porque não simulavam os exercícios, mas faziam a série completa. Era da natureza de suas rotinas.

Tudo aconteceu como se seguissem um roteiro previamente escrito. Ela pediria um transporte pelo aplicativo, mas ele se ofereceu para levá-la em casa. Quando chegaram em frente ao destino dela, ao se despedirem, os beijos nos rostos desviaram-se facilmente para as bocas. “Me leva para onde quiser…” – disse ela. Ele sorriu, lhe dando uma bitoca. “Vamos para a minha casa, tudo bem?”. Sorria de orelha a orelha, enquanto ela mandava mensagem para a mãe, dizendo que iria dormir na casa do namorado. Não esse, mas o outro que a sua mãe contava como seu futuro genro.

Mal invadiram a sala de estar de sua casa, ela o agarrou de uma maneira que ele sentiu a força física de sua companheira de paixões. Arrancaram as roupas, quase as rasgando, bocas a esquadrinharem cada parte dos seus corpos, sentindo as texturas, o sangue a preencher as veias expandidas, os membros ressaltados, as mãos poderosas a se segurarem mutualmente como os pesos que levantavam em séries seguidas. Fizeram todas as posições que moldaram os seus músculos de uma maneira que chegaram para além da “falha”. Mútuo prazer que os deslocaram para outra fase de desenvolvimento. Decidiram ali que ficariam juntos.

A mãe dela não gostou nada, nada, quando a sua filha anunciou que estava perdidamente apaixonada por um companheiro de academia. Disse que o admirava já há algum tempo e que tudo havia conspirado para que ficassem juntos. A mãe sabia que a sua filha era determinada, a ponto de ter superado com tenacidade o sobrepeso. Os 30Kg acima dos parâmetros ideais foram sendo retirados durante dois anos de uma rotina que foi muito penosa no início, mas que depois se tornou tão prazerosa que não precisava de incentivo, pois era como se vivesse para a atividade física resistida.

Ele era um homem sozinho. Ele foi deixado pela namorada que pretendia que fosse a sua futura esposa. Havia cinco anos. Seu único prazer era se desafiar na Academia a realizar proezas de força e resistência. Sua dedicação angariava simpatia por ser calado e sorridente. Resistia ao assédio de moças e moços sempre com uma palavra de ternura que o tornava mais atraente. Querido por todos, foi o administrador da academia, seu amigo, que desenvolveu a ideia do pôster, com segundas intenções. Várias vezes o aconselhou a abrir o coração para outra pessoa. Encontrou na figura da bela moça a chance de que isso acontecesse. Ficou feliz quando tudo se precipitou favoravelmente. O casal se tornou um chamariz incrível para a academia do bairro, a ponto de ele pensar em abrir outra unidade.

Passados dois meses, o pessoal começou a estranhar a ausência da companheira do casal às sessões de exercícios na academia, realizadas sempre na parte da manhã. Ao ser questionado, o moço disse que ela havia decidido ficar um tempo descansando, atarefada com as reformas da casa que começara há pouco. Três meses mais, as perguntas redobraram de frequência, principalmente pela falta de fotos na rede social, no que ela era bastante ativa.

O certo é que após o término da reforma, ela estava se sentindo bem em não se sentir pressionada em ir para a academia todos os dias, apesar do prazer. Havia engordado um pouco, mas seu companheiro disse que ela estava linda daquele jeito. O sexo continuava incrível, o trabalho em home-office não a obrigava a se arrumar, a não ser em reuniões em que precisava se maquiar e ajeitar o cabelo. Alguns repararam em seu rosto mais arredondado, perguntando se ela estava grávida, ao que respondia somente que estava feliz. Não saía mais tão frequentemente. O seu companheiro fazia o supermercado na volta do expediente. De vez em quando, saíam para a um rodízio de pizza ou de comida japonesa no “dia do lixo”.

Em seis meses readquiriu o tamanho de antes, mas o companheiro não parecia se importar. Talvez fosse o contrário. Ela se sentia a mulher mais amada do mundo. O seu carinho era desmedido e ela havia percebido que a sua dedicação anterior era motivada para atender ao estereótipo do “mercado”. Até que decidiu limpar uma cômoda antiga, que achou muito bonita, mas em mal estado. Ao limpá-la, esvaziou as gavetas e encontrou a foto de uma moça numa delas. Seria a antiga namorada dele, da qual tanto falou nas longas conversas que tiveram? Possivelmente…

Logo, percebeu que a aparência dela era bem similar à sua atualmente. Rosto arredondado, o mesmo tom de sua cor de pele, pernas grossas, quadril abaulado, peitos avantajados. Por sua mente começaram a passar tantas possíveis explicações, mas uma principiou a envenená-la: e se ele me incentivou sem perceber a me transformar em alguém que ele amava?”.

O seu comodismo se devia em boa parte à postura desprendida de seu amado. Ele repetia que não importava como estivesse a sua aparência, o importante era a energia que os envolvia. Acreditou nele, então e desde o início. Mas como conseguiria permanecer tranquila ao chegar do passado essa imagem materializada que a colocava como um simulacro da sua antiga namorada? Ao mesmo tempo, com ele, se sentia feliz e sem cobranças para que seguisse a atender um perfil que era obtido com sacrifícios que a depauperavam emocionalmente ainda que trouxesse certa satisfação.

Olhou mais vez a foto e a rasgou. Seria o suficiente?

Foto por Ivan Samkov em Pexels.com

Participação: Lunna Guedes / Mariana Gouveia / Claudia Leonardi / Roseli Pedroso / Bob F.

BEDA / Projeto Fotográfico 6 On 6 / The Color Of The Rain

Eu gosto da chuva como expressão, mas devido ao fato de estarmos causando o aquecimento global através de nossa ganância, o anúncio de sua chegada tem sido causa de preocupação. Principalmente para aqueles que moram em áreas instáveis, em que os mais pobres arriscam viver, sempre no limite, um olho aberto e outro fechado, os ouvidos sempre atentos ao primeiro trovão, dias, noites, madrugadas. Antes, havia meses específicos em que a chuva era mais abundante, como já foi cantada em versos. Em contrapartida, afora a inconstância dos intervalos, há período de secas que tem demonstrado que o clima adquiriu um humor imprevisível. Mas aqui eu anuncio períodos em que a chuva foi criadeira, como quem planta diria ou como o escritor aprecia.

TRABALHO (2013)

Primeiro dia de outono e não importa que parte do dia estejamos – manhã, tarde, noite ou madrugada – sempre haverá chuva, amena ou intensa, em algum ponto da cidade pelo qual qual passamos. Como tivemos problema com a nossa “kombosa”, emprestamos uma outra de amigos que conhecem como dividir as horas do dia. Neste momento, passávamos por trás de uma igreja. Em São Paulo, isso não significa estar no lugar mais calmo da cidade, mesmo porque, tratava-se da Catedral da Sé, no Centrão. Um lembrete, mesmo agora sendo noite, estamos, meu irmão, Humberto, e eu, trabalhando no lugar onde os outros se divertem…

ACADEMIA (2011)

Chuva forte, preguiça e outras coisas para fazer – tudo seria motivo para eu deixar de ir à academia neste dia indefinido, que não sabe se é útil ou feriado – até que eu recebi o devido incentivo do DJ Ari (um senhor vizinho a nós), com seu eclético repertório a todo volume. Naquele momento, acabei por receber a motivação necessária para partir para a suadeira. Obrigado, DJ Ari!

PISCINÃO (2015)

Após as chuvas da noite, no Piscinão Guarau, os urubus esperam a água baixar para celebrarem o almoço de domingo, em família.

SÃO FRANCISCO (2016)

Antes da chuva noturna, o dia de São Francisco proporcionou um entardecer em que os astros encenaram a troca de guarda. Mas não por muito tempo, já que nuvens negras e espessas assumiram a linhas do horizonte. A pontuar, o Santo foi dignamente representado pelo canto de seus companheiros, os pássaros…

CHUVA E SOL (2022)

Neste primeiro dia do ano, subi para a varanda, tentando capturar as gotas da chuva contra a luz solar. “Chuva e Sol, casamento de espanhol. Sol e Chuva, casamento de viúva!”. Quando criança, ficava a imaginar se seria o caso do espanhol ter se casado com a viúva. E viajava nas possibilidades. A Bethânia subiu comigo e se postou na mureta, tentando encontrar alguma novidade pelo entorno. Pedi para que fizesse uma pose para enviar para as outras filhas e ela não se fez de rogada. Feliz 2022 para todos os seres!

ROMANCE (2013)

A Chuva, ciumenta, assumiu o controle do curso do dia. No entanto, agora à tarde, ela não pôde impedir o triângulo amoroso entre a Terra, o Céu e o Sol. Silenciosamente, os três combinaram de se encontrar no leito macio do horizonte… O encontro foi breve, porém! Logo, soltando raios e trovões, a chuva, furiosa, reassumiu o controle da situação. Pois é, quem está na chuva, tem que se saber amar!

Participação: Lunna Guedes / Mariana Gouveia / Claudia Leonardi / Roseli Pedroso / Bob F. / O Miau Do Leão