A nossa solidão,
não nos dão…
Nós a preenchemos
com aqueles que se vão…”.
Imagem da Frida, de nove anos antes…
participamos todos
de uma grande comédia:
eu, você e o maior de todos —
Charles Chaplin —
aquele que ousou ser senhor
do tempo e da palavra não dita
e de quando a usou
foi para denunciar a sanha maldita
do Nazismo
quando nestes tempos de dramas
redivivos vemos que os donos do mundo
encenam a comédia mórbida da morte
e do desterro da boca que cala
agindo no sentido de reproduzi-lo
em larga escala
em multiplicação de corpos destroçados
e enterros de ossos em barrancos
ainda que o mendigo saltimbanco
traga a esperança do riso solto
para o simples e para o douto
nos sentimos presos a liames invisíveis
poderosos apocalíticos
de terras arrasadas —
teatro sem aplauso mas urros de fome e dor —
público de mãos atadas…
Foto: arquivo pessoal (2015)
Não, não é vinho e nem conhaque… Um pouco antes, essa taça realmente continha vinho tinto seco. Mas como estou com poucas horas dormidas, e como quero aguentar até às 23h, quando termina mais um episódio de Game Of Trones, apenas aproveitei a taça para tomar um bom café! Com certeza, café é uma bebida que também merece requinte e majestade…

Passarela sobre a Rua Riachuelo, que une dois prédios da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo — Largo de São Francisco.
A Lua de ontem me disse que só aparece
para quem a vê.
Parece algo redundante,
mas é apenas uma verdade
retumbante…
A minha cidade,
de espaços abertos,
ruas lotadas,
corações fechados
e história em decadência…
Ainda assim, a amo!
Sopra o vento nas alturas…
No mesmo sentido,
navega o mais pesado que o ar…
Percorrem ares limpos,
acima das humanas agruras,
acima dos homens ímpios…

Eu encontrei essas imagens nas recordações do Facebook. Nelas, surjo com um certo ar de desafio. Esquecemos de muita coisa ao longo do tempo, mas creio que essa atitude se deve à ideologia propagada pela Extrema-Direita que buscava à época do desgoverno do Ignominioso Miliciano desacreditar avanços sanitários que a minha mãe, em toda a sua simplicidade fez questão de incutir aos filhos como um verdadeiro legado de vida a nós. Dona Madalena fazia questão de nos vacinar, manter a carteira de vacinação em dia. Tomamos todas as vacinas necessárias e fico imaginando como ela se sentiria, em sendo viva, ao ver o que aconteceu com este País — dividido por questões tão irracionais quanto retrógradas — assim como ocorreu à época de Vital Brasil, médico sanitarista que conseguiu erradicar a febre amarela e a peste bubônica, enfrentando aqueles que não acreditavam em suas medidas sanitárias. Mais de cem anos nos separam e após tudo o que passamos — duas guerras mundiais, avanços inequívocos na tecnologia e na comunicação — é justamente essa última vertente que alcançou tal desenvolvimento que o que deveria servir para esclarecer se transformou em arma ideológica de destruição do conhecimento básico de parâmetros que nos trouxeram a saúde que nos deu condições de aumentar a expectativa de vida em todo o mundo.

Em um novo capítulo do avanço da Extrema-Direita, desta vez nos EUA, o sarampo voltou a ser uma preocupação de saúde pública. Aquele que deveria zelar por ela, é um crítico e propagador de desinformações à respeito da vacina contra o sarampo, incluindo a de que é a própria vacina a responsável pela doença. Conseguimos ultrapassar a Covid-19 justamente pela adoção da vacinação da população que pôde voltar a se aglomerar, frequentar ambientes fechados, trabalhar, enfim — sermos uma coletividade que idealmente deveria se expressar como uma comunidade unida contra os inimigos internos — feitos vírus contra os quais devemos nos vacinar. O problema é estimular as pessoas doentes quererem se vacinar. Afinal, perder as bases falsas sobre as quais permeiam a sua visão de mundo pode feri-las de morte.
Fotos registradas em 2022, na vigência do último ano de atuação do descaminho do famigerado Ignominioso Miliciano.