17 / 06 / 2025 / Sofá À Venda*

Em Junho de 2019*, publiquei: “Vende-se um sofá para cachorros novos, que gostam de morder, roer e estraçalhar coisas como móveis, objetos de plástico e aparelhos eletrônicos distraidamente deixados por aí. Quase inteiro mesmo depois de ser utilizado pela Bethânia e pela Arya (na foto), com encosto preservado para ser devidamente devorado”.

14 / 06 / 2025 / Antes À Tarde*

Porque a tarde sangrou
feito saudade…

Eu,
que não vivo de esperança,
verso sobre o que passou
como alguém que sabe que já viveu
tudo o que tinha para viver —
da negação à entrega,
da dor de não amar ao amor
e a dor de amar.

Entre as estações,
não há vida,
apenas um segundo de noite infinda.

Fui feliz,
ainda que tarde,
antes à tarde que nunca
sob o céu que nos protegia…

*Poema de 2021

13 / 06 / 2025 / Seis Anos

A imagem acima, devidamente datada, demonstra que a nossa amizade data de bem antes do que seis anos que o Facebook preconiza. É claro que colocam o tempo em que a minha filha, Romy, e eu nos tornamos “amigos” pelo aplicativo. Essa faceta reducionista mostra bem o quanto ocorre o desvinculamento das redes sociais da Realidade. São instâncias diferentes e díspares quanto à verdade de sermos e estarmos. Atualmente, prestes a completar 36 anos de existência, metade da minha idade, homenageio a resistência do que é real sobre o que é falso.