manhãs
tardes
quase noites possibilidades
de amanheceres
nem todos veremos
mas
mesmo
que
transformados
em pó
aqui estaremos…
Categoria: Poemas
24 / 05 / 2025 / Coqueiros-Lua
A Lua entre coqueiros.
Desta vez, os meus olhos carnais saíram ganhando,
pois puderam apreciar uma imagem mais nítida e evocativa.
Porém, comigo, os olhos da mente também têm vez…
Os três banhados de beleza luminar e placidez.
Tínhamos um belo coqueiro no quintal, visitado por abelhas, maritacas e outros pássaros que, além de nós, se deliciavam com os seus coquinhos amarelinhos, quando maduros Seus cachos viviam carregados, até que um dia… uma senhora, a nos visitar, lançou um olhar indeterminado e exclamou: “Que lindo!”. Na semana seguinte, de forma avassaladora, ele começou a definhar e secou. Tivemos que cortá-lo, já que ficou irrecuperável! Abaixo, podemos ver dois pedaços cortados, que conservamos como lembrança de sua bela existência.
20 / 05 / 2025 / Ultimatum (Álvaro de Campos)*
Em 2017* publiquei: “Há cem anos, Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, escreveu e Maria Bethânia lindamente declamou… Fiquei emocionado, pois estou a ficar sem anos para contar até que chegue o fim dos meus tempos sem tempo. Os tempos se renovam em podridão de eternas e humanas doenças do espírito e sei que morrerei sem ver este País grande e justo, como um dia sonhou o menino que um dia eu fui…”.
O interessante é que por pior que estivesse a nossa situação social e econômica, tudo pioraria nos anos seguintes. Estávamos há um ano da eclosão dos seres nefastos que saíram do esgoto da História para não terem mais vergonha de assumirem as suas posturas ignominiosas, como se fossem perfeitamente normais. Não eram, mas se tornaram quase naturais. Como Álvaro de Campos proclamou em seu Ultimatum, que sejam despejados os “Charlatães da Sinceridade”.







