BEDA / Ser, Sempre*

Eu coloco, especialmente em minhas postagens no Instagram, “hashtags” como #amanhãser #emtardeser e #anoiteser. Eu utilizo a mesma sonoridade de amanhecer, entardecer e anoitecer para reforçar o meu ideal de ser, sempre. No entanto, quando não somos? Eu digo que nem sempre. Na página da Ortega Luz & Som (https://www.facebook.com/ortegaluzesom) — #ortegaluzesom — anuncio: “Eu quero ser, além de ser, Ser!”… Com essa frase, eu tento demonstrar que diferencio simplesmente “ser” de “Ser”. O verbo Ser ou Estar é complexo em seu contexto do ponto de vista filosófico. É muito comum as pessoas confundirem ser com estar, especialmente na experiência de viver, a ter a condição de estado como descrição prática de ser. O meu objetivo primordial, desde que me dei conta de nosso estado físico transitório, e a crer que o espírito nos precede como repositório de nosso aprendizado realizado na Terra, é de Ser. Ainda que estejamos a viver no mundo material, Ser é o que pretendo ser.

*Texto de 2023

BEDA / Manhã*

A manhã já vai pela metade,
mas apenas agora os raios solares rompem a neblina,
anunciando que a temperatura
aumentará bastante durante o dia.
Nada que o meu corpo não se adapte
e o meu coração, já quente, não aceite contente.
Aquecido, ele suportará o frio da noite solitária…

*2015

BEDA / Solar

Pode parecer incrível,
mas quanto mais eu me interiorizo,
mais eu me abro.
Quanto mais eu me exploro,
mais eu consigo me conectar com o resto de mim,
que são todos, que são tudo!
No entanto, alguns mistérios permanecem.
Há alguns lugares em minha alma que estão inacessíveis…
Tem sido mais fácil chegar ao Sol…

BEDA / Sol Invernal*

O sol invernal,
até quando se esconde,
deixa um rastro de beleza para trás.
Nesses momentos,
sem poder persegui-lo em sua trajetória
na qual espalha encanto pelo caminho,
só desejo acordar no dia seguinte
para contemplá-lo mais uma vez…

*Poema de 2015

BEDA / Visões No Centro*

A dois dias, tive uma visão! Em pleno Centro de São Paulo, junto à Avenida Duque de Caxias, vi surgirem campinhos de várzea onde antes ficava a antiga e colorida rodoviária que depois se transformara em shopping de roupas. Tirei uma foto para obter uma prova de que aquilo fosse possível. No entanto, os campinhos estavam desocupados. Crianças jogando bola não havia. Adultos, um pouco mais adiante, reuniam-se em torno de uma fogueira feita de lixo fumando os seus cachimbos…

*Texto de 2012

Post Scriptum: Atualmente, lá existe um conjunto residencial. O entorno continua a ser frequentado por moradores em situação de rua. Os cachimbos, onipresentes.