Nesta cidade de pedra,
não tenho pássaros
ou borboletas a usar
como referências…
O mais certo
é que faça o meu coração
se assemelhar a um avião…
Que viaja por vontades,
carregado de paixão,
o amor por combustível…
Sente-se protegido
quando se vê diante
de nuvens carregadas,
apruma o nariz
e vai
no sentido da turbulência
que o fará vibrar…
Nunca se percebe tão vivo
e pleno, plana
após ultrapassar a tormenta
de amar, sabendo que o pouso
é sempre doloroso…