O prato acima está cheio. Não, não estou falando de comida, mas de memórias. O que também pode ser um rico alimento para a alma. Até o outro dia era um prato simplesmente, igual a outros que temos por aqui, até a Tânia me dizer que a minha mãe deu a ela porque era o meu favorito. Talvez fosse em relação a outros, mas não me lembro de preferi-lo como tal. Mas a minha mãe me conhecia melhor do que eu, não duvido que o utilizasse mais frequentemente. De qualquer forma, passei a utilizá-lo mais vezes desde então. É como se tentasse reaver as lembranças que o preenchia de antigos sabores. Reparei apenas que o arroz e feijão ficou mais apetitoso. A mente é realmente um grande ingrediente em qualquer prato…
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Amor Partido*
Deixei cair um pratinho que gostava muito. Espatifou-se. Ele servia para tampar um pequeno bule de chá do qual eu já havia quebrado a tampa original. Desde garoto, fui (sou) desajeitado. No caso do pratinho, ao quebrar-se, só então vim a perceber a palavra AMOR revelada e preservada. Só espero que não seja tão desajeitado que só perceba o amor depois de uma queda. Se bem que amar é como cair em si…

