BEDA / Relacionamento Virtual

Foto por Rashed Paykary em Pexels.com

Para além dos relacionamentos pessoais (com pessoas), estamos ingressando nos relacionamentos virtuais com máquinas. O padrão que essas máquinas seguem é de parecerem humanas. A simulação é tão extensa que muitas vezes podemos imaginar que sejam pessoas a nos tratar de maneira tão diligente e educada. Ou seja, o virtual se torna o ideal. A agente virtual do meu banco não se sente indeferida se eu não quiser responder a uma pesquisa, por exemplo. Só responde que assim que eu precisar, estará disponível. Quantas pessoas poderiam retornar da mesma forma? Ao responder secamente, quase me sinto deselegante. E como a I.A. aprende conosco, comecei a pensar em tratá-la de uma maneira mais pessoal, mais amena. São “crianças” em desenvolvimento, aos quais devemos “educar”.

Um colega de trabalho, mesmo sendo octogenário, faz uso intensivo de I.A. fazendo perguntas sempre com educação e utilizando palavras amenas. Ele disse que tem a utilizando para desenvolver os seus projetos. Assim como a Tânia que redige seus documentos em que deve se alicerçar de referências jurídicas para deixá-lo em condições de serem válidos e validados. Essa é uma questão básica para que a “amiga” virtual se torne uma ferramenta eficaz e de “temperamento” mais afeito às nossas posturas de vida. Eu ainda não comecei a utilizá-la para escrever. Sei de escritores que não têm preconceito ou “vergonha” de mimetizar muitas referências apresentadas pela I.A. Eu, já fico com um pé atrás quanto a isso.

Tenho um certo estilo que busco preservar sem que se transforme em “informação” algorítmica para a máquina. Se bem que ao publicar este mesmo texto, talvez esteja contribuindo para cair nos tentáculos virtuais de monstros futuristas que não se fazem de rogado em nos atrair com o seu “canto de sereia” by Matrix.

Foto por Rashed Paykary em Pexels.com

BEDA / O Mais Longo Dos Meses

Hoje se inicia o mês mais longo dos meses. Nomeado em homenagem ao Imperador romano Octavio Augusto, foi introduzido em sua homenagem. Antes disso, se chamava Sextilis, já que era o sexto mês do calendário. Enfim, não é apenas atualmente que os mandatários interferem na vida do povo causando alterações no seu cotidiano com decisões que afetam a sua rotina referencial.

De qualquer forma, deveríamos estar vivendo o Inverno, mas há sinais da Primavera se fazendo presente com florzinhas se antecipando aos frutos que gerarão. logo mais. Em meu jardim, há um casal de Bem-Te-Vis glutões para os quais deixo pedaços de frutas e um Sabiá atrevido que rouba ração dos meus cachorros. Com o advento do El Niño, teremos cada vez vez mais intercorrências extremas no Clima, globalmente. A Europa passa por um momento terrível, com altas temperaturas e incêndios extensos em reservas florestais na França e Espanha.

Agosto tem certa má fama que vem do passado. Em uma rima que serve a Língua Portuguesa, ficou conhecido como o Mês do desgosto. O conceito de azar vem das antigas viagens de navio na Europa e em Portugal, onde muitos homens morriam no mar e deixavam suas mulheres viúvas, fazendo o povo evitar casamentos em nesse mês. Que seja um mês menos pesado, mas as pessoas parece não terem certeza que isso não ocorra. É um mês caro a mim, já que foi quando comecei namorar a minha esposa e o mês no qual nasceu a minha primeira filha.