
Para além dos relacionamentos pessoais (com pessoas), estamos ingressando nos relacionamentos virtuais com máquinas. O padrão que essas máquinas seguem é de parecerem humanas. A simulação é tão extensa que muitas vezes podemos imaginar que sejam pessoas a nos tratar de maneira tão diligente e educada. Ou seja, o virtual se torna o ideal. A agente virtual do meu banco não se sente indeferida se eu não quiser responder a uma pesquisa, por exemplo. Só responde que assim que eu precisar, estará disponível. Quantas pessoas poderiam retornar da mesma forma? Ao responder secamente, quase me sinto deselegante. E como a I.A. aprende conosco, comecei a pensar em tratá-la de uma maneira mais pessoal, mais amena. São “crianças” em desenvolvimento, aos quais devemos “educar”.
Um colega de trabalho, mesmo sendo octogenário, faz uso intensivo de I.A. fazendo perguntas sempre com educação e utilizando palavras amenas. Ele disse que tem a utilizando para desenvolver os seus projetos. Assim como a Tânia que redige seus documentos em que deve se alicerçar de referências jurídicas para deixá-lo em condições de serem válidos e validados. Essa é uma questão básica para que a “amiga” virtual se torne uma ferramenta eficaz e de “temperamento” mais afeito às nossas posturas de vida. Eu ainda não comecei a utilizá-la para escrever. Sei de escritores que não têm preconceito ou “vergonha” de mimetizar muitas referências apresentadas pela I.A. Eu, já fico com um pé atrás quanto a isso.
Tenho um certo estilo que busco preservar sem que se transforme em “informação” algorítmica para a máquina. Se bem que ao publicar este mesmo texto, talvez esteja contribuindo para cair nos tentáculos virtuais de monstros futuristas que não se fazem de rogado em nos atrair com o seu “canto de sereia” by Matrix.
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