Ao me debruçar sobre o tema acima, fiquei imaginando quais imagens poderia colocar dentre as muitas que produzi de lugares e pessoas. Mas como estou a me sentir um tanto introspectivo sobre a passagem do tempo, decidi colocar a mim como alvo de elocubrações quanto à passagem do tempo marcado no olhar.
Nesta imagem de Janeiro de 2018 estou no camarim de um clube em Campinas, onde logo mais à noite, haveria um baile de salão. Faria a sonorização da Banda Ópera Show. Formada por Tânia Mayra e João Soares como cantores (dos melhores no estilo), permanecemos por mais dois anos, até o advento do isolamento social para conter a temível Covid-19. O resto é uma triste história, incluindo a passagem de João Sorriso, como o chamava, por causa de um câncer no Pâncreas.
Esta segunda foto ocorreu em Fevereiro de 2016. Usei um aplicativo para criar o tom rubro da imagem que já se destacava pela incidência dos raios solares do crepúsculo. Gosto dela porque prospecta o meu olhar de quem quer enxergar para além do imediato, apesar de tentar viver o agora.
Foto da minha primeira identidade com cara de terrorista. Eu a retirei em Março de 1979, tinha 17 anos e uma nascente barbicha. Logo, por efeito de ter me tornado vegetariano, começaria a emagrecer bastante até ficar um tanto irreconhecível. Depois de me adaptar pouco a pouco à alimentação sem carnes de qualquer tipo, consegui ficar menos magro. Essa fase, durou cerca de dez anos, até me casar, em 1989.
Esta imagem tem três anos. Talvez estivesse tentando me levar mais à sério naquele Abril de 2022. Apesar de ser séria a situação do País em que as ações do então (des)governante estava a progredir para a tentativa de Golpe de Estado colocada em pauta dia sim, dia não. A estratégia então empreendida era a de esticar a corda e agir no sentido de alicerçar a sua continuação no poder, obstada por aquele que hoje é o seu algoz quando estava no TSE. O interessante é que, preocupado com um eventual Golpe de Estado por parte da esquerda, promulgou no ano anterior a Lei 14197 que acabou por levar a ele próprio às barras do tribunal do STF.
Um pouco antes do início do Inverno em Maio de 2023, o País já havia superado uma tentativa de Golpe de Estado em 08 de Janeiro. Os raios do entardecer me aqueciam às primeiras brisas frias. Tanto eu quanto a Bethânia apreciávamos os crepúsculos que espero continuar a usufruir num Futuro mais promissor.
Chegamos a Junho de 2025 e esta é a minha última mutação. Envelheço com certa dignidade, escrevendo planos para o Presente, que é como eu vejo o Futuro. Sinto-me bem, mas algumas dores se fazem evidentes no corpo que são menores que as da alma. Assim como no Passado, nada de novo…. Vamos em frente!
A invenção dos degraus é tão antiga quanto a construção das cidades edificadas em terrenos acidentados. A intenção estava ligada à proteção das populações que lá viviam, atrás de muros, fortificações e equipamentos de defesa. Dada essa circunstância, outra utilidade dos degraus foi a da separação entre aqueles que ascendiam e os que eram obrigados a ascender para acessá-los. Em minha experiência de trabalho, percebi que a depender da origem do clube ou espaço de festas, as escadas servem para separar os ascendidos e os que servem a estes, como é o caso da minha atividade com eventos.
Aqui não se vê, mas à esquerda do Prof. Renato, de Química, há uma escada, por trás da porta de madeira, composta por degraus aos quais acessava sempre. Algumas das salas ficavam no andar de cima. O antigo prédio que serviu de consulado da Argentina apresentava escadas de madeira com os degraus ao centro degastados por centenas de pés que os utilizavam. Está lá, no cantinho direito baixo da foto — dezembro de 1980. Eu, recém completara os 19 anos e o garoto tímido apresentava o semi-sorriso de costume, que era o máximo que conseguia expressar de alegria. Os óculos, indefectíveis, também se faziam presente. Já o amarelado do tempo, na foto e na memória, esse é para todo o sempre…
Ontem, sábado, fui trabalhar em um casamento num buffet na Penha, bairro da Zona Leste de São Paulo. Era um local perto da Igreja de Nossa Senhora da Penha original, também chamada de Velha, de 1792. Lá, fui batizado por um dos meus tios, Leodoro, irmão da minha mãe, um dos espanhozinhos, com mais 5 crianças, que chegaram ao Brasil nos Anos 30. Pelo caminho ao presenciar residências diferentes, algumas bem antigas. Realizei os registros fotográficos de várias, como o acima. Outros à seguir também foram realizados na região, excetuando o último. A de cima mostra uma série de casarios que são ligeiramente diferentes um dos outros, mas tendo como traço comum é a existência de degraus.
Não poderia deixar de mostrar a entrada da velha Igreja de Nossa Senhora da Penha. São apenas dois degraus mas que fazem e fizeram a diferença na vida de muita gente. Lugar de fé e oração, por eles acessaram milhares de pessoas nestes desde os 233 anos de construção.
Já de longe, fiquei encantado com antiga residência posta à venda. Ocupando uma boa área, o local está bastante valorizado pelo processo de gentrificação como o que ocorre em todas as regiões da cidade. Essas são escadas que uma família utilizou por gerações. O formato das sacadas me chamou bastante a atenção — detalhe que a diferencia. Certamente será substituída por uma daquelas retangulares e sem charme de um nova edifício de pequenos apartamentos.
Detrás desse portão, degraus acima dão o acesso para um lugar misterioso. Achei estranho a corrente na frente, assim como é diferente o feitio do portão. São daqueles lugares que as pessoas com um pouco mais de imaginação adoram adentrar, ainda que de maneira mental. Quem sabe, se torne componente de uma futura história.
Esses degraus nos levam à parte de cima da minha casa. Não sei exatamente qual a influência exata — se o cinema, os gibis, as novelas ou livros, mas sempre quis morar num sobrado com escadas para subir e descer. Gosto dessa atividade, mesmo nos dias mais cansativos. Mas certamente a ideia de termos degraus com certa simbologia de ascensão, como citei acima, seja algo a considerar, mas é apenas especulação. Mas a fascinação é legítima.
O tempo urge. De tal maneira que ele nos atropela e 24 horas já não são suficientes para conseguir fazer tudo o que queremos, principalmente se somos pressionados por limitações temporais. É o caso deste “6 On 6“, em que acrescentei outro “On 6“, por estarmos no mês seis, o último do primeiro semestre de 2025. O tema remeteria aos textos e livros que eu tenho lido nesta estação do ano em que a temperatura começa a baixar, mas que os sinais de sua chegada haviam se antecipado, com a queda das folhas das árvores já em meados do último Verão. Esse atropelo temporal, também ocorre no Clima, cada vez mais instável e imprevisível. Mesmo a edição deste coletivo faço um dia depois, como se fosse parte do processo. Estava ocupado com o meu trabalho e não houve como publicá-lo na data correta, ontem. Para arrematar esta introdução, pensei em relatar as minhas leituras de livros, mas como tenho me dedicado a “pescar” os meus próprios textos em publicações no mar das redes sociais ao longo dos anos, decidi colocar parte delas, ainda que sejam pequenas notas, para ilustrar o projeto fotográfico. São pequenos capítulos de minha trajetória como escritor-repórter do meu tempo.
Bem me quer?
O medo de não ser querido impede que eu faça à margarida a pergunta decisiva: “bem me quer?… Ou mal me quer?”… Ainda que o amor me diga “sim!” ou “não!, jazerá, a branca flor, tristemente despetalada ao chão…
Há, dentro de mim, uma briga Momentos em que o meu coração grita Esperneia dentro do peito Com o pulmão se atrita Rebela-se contra os órgãos que abastece de sangue Veja se pode?
Autoritário, tenta impor as suas certezas Rumar contra as correntezas Chega a sugerir que sonhe a mente Mente que aguentará outras aventuras Que não sofrerá com outra aversão Confia na sua característica demente A da mente que se engana facilmente
Porque sabe que ela não se exprime Para além dos sentidos Aprecia pela visão Enternece-se pelo som Subjuga-se pelo toque Submete-se pelo gosto É uma mente limitada Ao mundo que apreende pelas demandas do corpo
Onde está a minha alma, que não toma o controle? Por que não assume a posição de senhora? No conjunto, creio que saibamos a resposta Buscamos todos Ainda que pela experiência sensorial Pelas vidas afora Encontrar outra alma perdida De mim, para mim Amém!
LONGO MAL SÚBITO
Ronco de motores rodovia movimentada motoqueiro fantasma sem capacete deve ser parado pária da sociedade calção chinelos camiseta pobre desce do cavalo se posiciona com respeito aqui é autoridade autoritarismo práticas de tempos passados por chefes no poder incensados não reclama não fala se cala continua sem voz além das muitas na sua cabeça tomo remédio olha as cartelas não queremos saber você é fora da lei eu só quero respeito não cometi crime nenhum está sem capacete nós estamos protegidos com os nossos somos senhores da vida e da morte você deve aprender e quem nos observa também fica assolado no chão nossas botas na sua canga vamos aplicar a nossa sentença culpado por ser brasileiro sem rumo sem ganho sem profissão para ganhar o pão um verme como tantos outros porque essa tortura? queria voltar para a casa vai para a nossa casa ambulante receberá a lição estamos em guerra contra quem nos interpõe representamos o topo do poder nunca mais repetirá a ousadia de contestar mataram mais de vinte no Rio um a mais ou a menos não sou bandido sou trabalhador tenho família filhos pai mãe primos todos tem ratos que se multiplicam olha a nossa viatura a chamamos de carro de dedetização eliminamos pragas as degustamos com pimenta me tirem daqui me desamarrem abram a caçamba não sou lixo sequer indigente sou gente ah! meus filhos mulher não estou aguentando me perdoem não consigo respirar estou deixando a escuridão vou para um lugar sem Luz e sem resposta mesmo sendo de Santos Jesus até quando?
Umbaúba, Sergipe, em 26 de Maio de 2022 – dois anos depois da morte de George Floyd, em outro Hemisfério e outro “não consigo respirar”.
Imagem de 20 anos antes…
UM DIA DEPOIS (10 de Agosto de 2020)
Um dia depois do Dia dos Pais, o que mudou no País? Para tantos pais, filhos e famílias, o segundo domingo de agosto não foi comemorado. Pais não receberam seus filhos, filhos não abraçaram quem os gerou cuidou, trabalhou, viveu por… Muitos, estavam vivos, mas distantes e distanciados, por força do isolamento ou pela desavença e litígio. Eu, mesmo, passei os últimos anos de meu pai, alienado da sua presença. Outros, partiram pela doença do descaso. Cem mil vezes pranteados. Há ainda os que estão acamados, entubados, estratificados. Todos, marcados por estatísticas macabras. Eu pude estar com as minhas filhas. Percebi o quanto sou agraciado por ser beijado, abraçado, por me sentir amado, entrelaçado pelo enredo familiar. A minha alegria carregava um travo. Em domingos sequenciais, vivemos dentro de uma bolha boçalizada, em ilhas isoladas, de mar que se nega a aprofundar. É como se o oceano não fosse salgado, suas águas não quebrassem em ondas ao chegarem às praias, não se permitisse abrigar sereias, miríades de outros seres, tesouros naufragados e continentes perdidos — raso de vida, mistérios e poesia. Contudo, se aproveitam da crença no fantástico e renegam a profundidade da Ciência. Existimos em realidade paralela, afirmando nossa indecência. Negamos o conhecimento e festejamos a morte. Entre plantas — coqueiros e bambuzais — o supremo mandatário deglute a nossa humanidade. À caminho da segunda centena de milhar, o chefe do jogo do bicho medonho continua sem paradeiro. Quem o impedirá o testa de ferro insubordinado de continuar a jogar? Há remédio para evitar que muitos mais pais e filhos estejam separados no próximo Dia dos Pais, por arte e obra da desconsideração por brasileiros, por arte e obra da estultice de eleitores brasileiros?
Ao varrer esta plataforma, encontrei marcas que não havia percebido antes. Como faz alguns anos que foi feita, fiquei me perguntando quem teria deixado este registro para a posteridade. Lembrei das amigas que nos deixaram fisicamente. Não deve ter sido a Penélope, labradora que tinha o corpo e o coração grandes demais. Talvez fosse da Dorô, tão doce e amada por ter crescido junto com as crianças humanas. Ou da Frida, as de olhos de avelãs, quieta ilusionista, que surgia do nada em algum ponto da casa. Da Domitila, que ainda está conosco, também não, pelo tamanho maior do que está marcado. Enfim, o que sei é que daquele patamar as marcas poderão sumir um dia por alguma reforma no piso. Do meu coração, enquanto eu existir, jamais!
Natural (Outubro de 2021)
Nascido há 60 anos em terra, no centro de São Paulo, na maternidade de mesmo nome (hoje demolida), sob Libra, signo do Ar, é na Água que me sinto em meu elemento. Adorei saltar, flutuar em queda, atravessar o azul, mas ao mergulhar é que me percebo um com a Natureza…
Em 2019, escrevi: “Quem tem cachorros (na verdade, são eles que têm a nós), não deveria usar roupa preta. Ou não se importar com demonstrações de carinho. Pelo amor, nunca pelo contrário, só a favor…
O Obdulio nasceu a fórceps no começo de outubro de 1961, no centro de São Paulo. Ainda criança, começou a se mover para a Periferia, primeiro à Leste, depois ao Norte. Desde cedo, quis ser escritor.
Renasceu aos 17 anos, vegetariano e a crer. Aos 27, renasceu casado e pai. Escolheu trabalhar como peão e dono de seu próprio negócio. Budista, demorou a lucrar. Franciscano, aceitou com resignação ganhar o pão com o suor de seu rosto.
O escritor adormeceu e, sem ter como se expressar, aquele Obdulio morreu no final de outubro de 2007, diabético, por excesso de amargor. O atual renasceu a carregar a memória do antigo homem que escrevia, a enxergar o mundo com novos olhos… ainda que a herdar a miopia do outro. E chega até este quadrante a se sentir redivivo… a cometer os erros dos novos, a renovar os seus ímpetos, a amar como um adolescente, a ser escritor, como sempre quis.
Tenho postado aqui, no WordPress, além de inéditos, meus escritos espalhados pelas redes sociais, principalmente pelo Facebook, além de textos – crônicas, contos, poemas – produzidos para a Scenarium Plural –– Livros Artesanais, em livros autorais pessoais, coletivos e para a Revista Plural. Meu objetivo precípuo é o de montar um mosaico que busque definir minha trajetória como escritor. Uma tentativa de encontrar um norte, uma linha mestra que, acima de minhas convicções cambiantes, explique para mim mesmo e, eventualmente para quem me lê, a realidade que nos cerca, pelo olhar de quem fui-sou. Talvez, por fim, identificar os caminhos pelos quais viemos a trilhar na atualidade-passado-futuro.
Este livro de crônicas foi o meu primeiro livro publicado. Nele, reúno textos antigos que já havia sido publicados nas redes sociais, além de outros, inéditos, escritos especialmente para compô-lo. Inicialmente, a minha intenção era chamá-lo de 55 — a idade com a qual o publicaria — em 2017. Mais tarde, adotamos a opção de REALidade. Real diz respeito à concretude da vida. Idade tem a ver com uso de fotogramas ou recortes de situações ocorridas permeadas pelo meu olhar de então. Gosto de muitos deles e ainda me surpreendo com algumas soluções encontradas em algumas ocorrências que explicam a minha visão de mundo.
Rua 2, encomendado há algum tempo, foi parido com dor, ainda que oculta. Apesar da difícil relação que tinha com o meu pai, a sua passagem me deixou assim, vamos dizer, sem palavras. Sequei. Eu, tão acostumado a escrever sobre qualquer coisa ou movimento, não encontrava temas para o projeto de contos curtos prometido meses antes. Em meio ao trabalho com eventos, ao ver um velho homem que passava de um lado ao outro na frente do palco onde a banda que sonorizava atuava, tive a ideia de escrever Baile Eterno. Estranhamente, esse conto não apareceu na coletânea que finalmente foi publicado. Como traço comum, as personagens residentes na Rua 2 da Periferia da Zona Norte de São Paulo passeiam pela dura realidade em que a vida está sempre por um fio.
Neste livro eu confesso dolorosamente o desamor por meu pai. Uma faceta do possível amor que ainda poderei vir a encontrar em algum tempo no futuro, escondido entre vertebras de meu ressentido peito. Mas há espaço para o afeto, as idas e vindas de um sujeito em constante ebulição. Que casou, criou três filhas, voltou a frequentar faculdade tarde na vida, que conseguiu cumprir o destino manifesto quando garoto em se tornar escritor.
Escrito numa fase em que passava por uma forte crise de ansiedade (quando nem admitia que fosse ansioso), foi um livro que me salvou a vida. Pode parecer dramático, mas o meu setor foi o mais afetado pela Pandemia de Covid-19, então grassando com toda a força, ainda mais a égide de uma gestão governamental que relutava em adotar as medidas sanitárias necessárias para debelarmos o mal que grassava então — uma tempestade perfeita! Fui buscar refúgio no Litoral Norte de São Paulo e o mar, o sal e o Sol de Ubatuba me ajudou a superar o estado mental deletério pelo qual passava — estava pronto a primeira etapa, ainda que apareça em como segunda parte no título do livro. Curso de Rio diz respeito aos rios canalizados em Sampa, perfazendo as avenidas de fundo de vale. Realizei uma excursão a pé por minha região como se fosse explorador de uma terra longínqua. Lugares aos quais havia ido apenas bem moço, revisitei e encontrei beleza na feiura, surpresa que tem mais a ver com a capacidade do brasileiro em sobreviver com denodo e espírito de superação.
Esse foi o livro mais polêmico que escrevi. Permeado por cenas de sexo, mostra o comportamento de personagens que compõe uma elite que leva às últimas consequências o desejo de manipular e controlar pessoas baixo o seu poderio econômico. O deleite que buscam não as impedem utilizá-las a seu bel prazer ou de eliminá-las por puro capricho. São pessoas resultantes de uma estrutura perniciosa de quatrocentos anos de tradição baseada na Escravidão como modo de produção. O mais incrível é que a ficção chega a ser corrompida pela realidade todos os dias…
A amante da Luz recebe em seu corpo os oblíquos raios solares desta manhã outonal… Ela ama o calor que aquece mas não queima…
Que preenche os seus lábios, cabelos e olhos de amor luminar, a escorrer por seu colo até o peito e umbigo…
A amante da Luz vive, também, o Outono de sua vida… Já foi Primavera, já foi Verão… Os seus olhos já viram muito mais do que verão…
A amante da Luz sabe, e, mais do que isso, deseja, não ver chegar do Inverno, a escuridão…
Outros tons de cores… Outros ângulos da luz solar… Entre as nuvens e a poluição, poemas visuais se fundem e se dissolvem diante de nosso olhar…
Algo de muito perturbador existe em mim Que prefere um céu nublado a azulado As nuvens me trazem a ilusão de festim Enquanto limpo, parece de tempo fechado…
Ao cair da tarde antes à tarde do que nunca, também é tempo de encontros e reencontros. Mesmo que não falte alguém a nos esperar, voltamos à solidão de sermos sós…
O Sol é uma usina de energia e calor nos entrega vida e suporte mesmo que esteja invisível há quem não o suporte como se fosse nos dado a escolher sua existência ilumina a dor e o prazer de viver.
meio do mato ilha de civilização meu encontro ímpar e impermanente com a água olhei à direita descia a neblina dentro do líquido líquido que sou mudo permaneço sendo aquele que se sente um com o todo percebo que faço parte de tudo…