Noite de calor, manhã morna Dormimos sem tirarmos os nossos fluidos Os seus do meu, os meus do seu corpo Acordo para a labuta E antes de sair percorro os meus olhos Pela pele que lhe recobre Tento compreender a magia que faz Com que me traga tantos e imensos prazeres Mesmo depois de tantos anos a percorrê-la Com a minha boca, mãos e pontas dos dedos A penetrá-la com a minha impetuosidade Saio do quarto sem beijá-la, sem tocá-la Quase fujo Para cumprir os compromissos do dia…
Junho de juras de amor e muita lenha para queimar… O que aquece a alma é o calor do corpo abraçado, o desejo de respirar-cheirar a pele incensada pelos pelos eriçados, a boca molhada de essências… Mas que se conheça os olhos… Sexo sem história é como teta sem coração, clitóris sem vibração, pênis sem pulsação, beijo sem memória, gozo sem emoção…
Não pise na metalinguagem Flutue nela Não suba na árvore da prosódia A abrace Não se desvie das ideias As vista Não passeie pelos objetos diretos Os concretize Não circule pelas temáticas As atravesse Não se incline ao entendimento O seduza Não projete os seus parágrafos Os viva Não caminhe pela transversalidade O verseje Não se apoie na leitura A compreenda Não creia na ortografia A ame Não se circunscreva à parábola A amplie Não atinja a compreensão A saiba Não use pleonasmos Os sinta Não estabeleça a fluidez A Navegue Não aposte na realidade A sonhe Não espere a palavra Se dê a ela Não escreva Se escreva Não desafie a boca Use a língua Não esqueça do riso Arme o circo Não nade no nada Toque o fundo Não dialogue com o fim O conclua.
encontrados cada um por si a cada um de nós quisemos nos perder em olhares e fomos tão fundamente que ultrapassamos a interpretação das mentes que mentem desmedidamente quando se trata de paixão fechamos os olhos apagamos a luz tínhamos que nos unir em corpos que não nos dizem mentiras procuramos as nossas bocas nossas línguas encontrando as suas rotas exploramos desvãos e precipícios as permanências oscilantes do desejo de intensas a mais intensas tateando as reentrâncias protuberâncias e volumes por dedos-mãos, peles, pelos sede de beber líquidos experimentando o gosto agridoce do prazer em cálices e copos em urros e ais servidos à cama, parede, mesa, sofá, tapete, o chão pela química dos enfim mortalmente feridos, exangues de corpos presentes estirados e velados em silêncio à penumbra…encontrados cada um por si a cada um de nós quisemos nos perder em olhares e fomos tão fundamente que ultrapassamos a interpretação das mentes que mentem desmedidamente quando se trata de paixão fechamos os olhos apagamos a luz tínhamos que nos unir em corpos que não nos dizem mentiras procuramos as nossas bocas nossas línguas encontrando as suas rotas explorando desvãos e precipícios as permanências oscilantes do desejo de intensas a mais intensas tateando as reentrâncias protuberâncias e volumes por dedos-mãos, peles, pelos sede de beber líquidos explorar o gosto agridoce do prazer em cálices e copos em urros e ais servidos à cama, parede, mesa, sofá, tapete, o chão pela química dos enfim mortalmente feridos, exangues de corpos presentes estirados e velados em silêncio à penumbra…