O Ledor

Ledo engano imaginar que ledor leia apenas a dor. Ledor lê o desengano, a alegria, a raiva, a tristeza, o amargor, a lida e o suor. Lê o amor e seu contrário o vazio. O ledor lê o crime, a bondade, o cenário, a incapacidade de estar, a vontade de ficar ou viajar. Lê a engenhosidade do escritor, sendo que a maior é não identificar, quando o lê, o engenho da criação. Quando sente cabalmente o seu efeito sobre si e se identifica com o que lê. Ao mesmo tempo, o escritor escreve também para si e fica contente quando percebe que se encanta com o seu próprio canto e o toma como se não fosse seu. Sente-se bem e angustiado. O escritor se pergunta conseguirei voltar a criar uma obra, um texto, um parágrafo, uma linha que me abandone e se torne autônoma de mim?

Apôs começar o ano como programei — lendo uns quinze títulos em dois meses — voltei à secura dos olhos. Não que não tenha lido muito. Seria insuportável para mim. Mas pegar um livro entre as mãos e seguir às páginas com gosto e periodicidade, deixou de ser uma prioridade, enquanto retomava a rotina inóspita do saariano tempo pandêmico. Escrever, escritor que me nomeio, igualmente se tornou penoso, porque criava mesmices e sensaborias. Aliás, criar já é algo pretencioso demais. Os escritores, os melhores de nós, creio alcançarem apenas jogar luz sobre os recônditos cantos de paredes da casa onde habitamos. O que já é um grande talento. Artistas fora de padrão conseguem transfigurar de forma aguda uma realidade que, de paralela, se impõe como existente.

Quando mais moço, lia frequentemente e não havia lugar que não fosse bom o suficiente para me entreter com os livros. Conseguia me apartar da conjuntura externa e me tornar invisível. Quando gostava do tema, mergulhava fundo nas palavras e me enxergava atuando com as personagens. Ainda que o livro não fosse tão interessante, a curiosidade era suficiente para me conduzir para longe de onde estava. O caminho que seguia pertencia a uma dimensão particular. Atualmente, tenho que buscar silêncio e condições mínimas de paz de espírito para que consiga ler. Gostaria imensamente de voltar a ser o mesmo de antes. E o relógio não para de tiquetaquear. O ledor está cada vez com menos tempo de vida terrena para degustar outras formas de vida pela leitura. Resta perguntar: na paz da morte teria como continuar a ler?  

Maratona literária Interative-se de maio
Isabelle Brum / Mariana Gouveia / Roseli Pedroso / Lunna Guedes

Projeto Fotográfico 6 On 6 / Personagens Urbanos da Periferia

Comecei a fazer caminhadas matutinas. Uso todas as desculpas possíveis para alongar os meus percursos. Dessa vez, foi a de sacar dinheiro no banco distante 2 Km, para fazer a feira. Aproveitei para registrar os personagens da Vila Nova Cachoeirinha, o bairro onde moro, na Zona Norte. São Paulo é uma cidade-arquipélago. São bairros-vilas-ilhas dentro da mesma zona, em zonas dentro de zonas, cada uma com características particulares. Registrei instantâneos da vida que pulsa.

Fósseis modernos…

Nesta foto, encontrei marcas que registram a passagem de um cão que pisou em cimento fresco. Eu conheço esse registro arqueológico há alguns anos. Eventualmente permanecerá bem mais tempo do que quem fez viverá. Assim como os rastros de antigos seres que dominaram o planeta, os cães não deixam de percorrer a mesma trilha.

Cegos e surdos…

O comércio de rua proliferou por todos os cantos com o crescimento da crise econômica. A Pandemia apenas fez aflorar o aparecimento de mais personagens que vivem e sobrevivem através dessa atividade. Neste caso, um vendedor de “produtos importados” cigarros paraguaios e isqueiros chineses, assim como os nacionais CDs de filmes pornôs e doses de destilados, principalmente aguardente. Negócio irregular, produtos contrabandeados, o crime é não termos condições de gerarmos trabalho digno para todos.

Participação especial de Camila e Elisa Maria…

Fundamentais personagens no funcionamento da cidade, invisíveis ainda que vistam roupas chamativas, refletoras, os homens da limpeza pública labutam a recolher o resultado da falta de educação coletiva dos cidadãos paulistanos. São Paulo é uma cidade de emigrados. Muitos não se sentem pertencer à metrópole gigante e inumana. Alguns a tratam como inimiga. Essa talvez fosse uma explicação, mas não apenas isso. Certa ocasião, eu ouvi um sujeito jogar um papel no chão e dizer logo em seguida: “estou ajudando os lixeiros a terem o que fazer” era um típico elemento da elite paulistana.

Companheiros de jornada…

Logo adiante, no percurso da caminhada, já retornando, encontrei outro personagem típico da vida paulistana, não apenas na Periferia, mas espalhado por toda a cidade. Aquele que busca no lixo a sua sobrevivência. São pessoas desterradas, sem moradia fixa, alimentação incerta, mas que nunca deixam de contar com amigos fiéis. Essa imagem me fez lembrar de algo que li o que mais vale na vida não é a jornada nem a chegada, mas a companhia…

Desmascarados..

Logo cedo, ouvi a triste notícia de um assalto que vitimou dois feirantes que saíam para trabalhar às 4h da manhã. O pai estava internado, o filhou veio a óbito. Os casos de violência aumentarão cada vez mais um dos efeitos da recessão provocada em parte pela Pandemia, em parte pela incompetência governamental. Não ajuda em nada o povo não colaborar. Nesta imagem, os feirantes e a compradora estão sem máscaras. Muitos outros feirantes também não as utilizam. Lidam com dezenas de pessoas a cada turno, acordam de madrugada, têm um trabalho pesado. O dilema entre viver e sobreviver. As feiras de rua e os feirantes são quase uma instituição em São Paulo, mas estão entre os locais e vetores que mais favorecem a proliferação do vírus da Covid-19. Para diminuir o contágio, uso álcool em gel e lavo os produtos ao chegar em casa, mas muitas pessoas não o farão. Quantos teriam se contagiado hoje?

Estão no ar, o vírus e o avião…

A paisagem da Periferia, aliás de toda a cidade, apresenta um personagem invisível. No ar circula um agente que vitimará, até o final deste mês, a 300.000 brasileiros. Muitas dessas mortes, ocorreram causadas por um projeto genocida do governo federal. Tornou-se de seu interesse estender o mal que uniu a incapacidade de governar a um viés ideológico de cepa fascista. Visando desde o início se perpetuar no poder, “aquele que não se deve nomear” atua sucessivamente na construção de uma estrada assentada sobre corpos dos cidadãos “dispensáveis”. Dentre todos os personagens urbanos, o vírus da SARS-COV-2 tornou-se onipresente e o Ignominioso é o seu patrocinador.

Lunna Guedes / Mariana Gouveia

Meu Scenarium — Varanda Para Abrigar O Tempo / Equação Infinda

Bijoux e as obras da Scenarium…

Estou passando uma temporada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Sem atividade no meu setor de trabalho por conta da Pandemia de Covid-19, decidi sair um pouco da rotina de tarefas caseiras a que estava atrelado, como se fosse um trecho de música repetido vezes sem fim em que a agulha do toca-discos fica presa numa faixa do Long Play arranhado — imagem propositalmente anacrônica — saudade.
Aqui, tenho contato com o mar, a paisagem exuberante, os cursos d’água inesperados, cachoeiras a serem visitadas, a força líquida que me preenche e me carrega.

Trouxe para cá livros diversos, incluindo os da Scenarium recém-lançados. Todos, escritos por mulheres. Nos dois últimos dias, li dois de enfiada. Aleatoriamente, ontem escolhi primeiro o de Roseli Pedroso — EQUAÇÃO INFINDA. A história de três mulheres — Carminha, Lígia e Verônica — vividas em épocas sequenciais, em que se estabelece uma linha de conexão tênue, mas fundamental. Contadas por cada uma das personagens em primeira pessoa, em estilo de diário, seus dramas atravessam estações climáticas de anos alternados conduzido com maestria por Roseli. Ela consegue criar o vínculo que nos leva para dentro de suas almas. Essas mulheres, que surgem aparentemente frágeis, não sucumbem ao abandono, ao amor roubado ou à intempérie libertária.

Viver é sempre perigoso, ainda que estejamos abrigados em uma casa confortável ou soltos na vida, sem eira nem beira, por desejo ou fatalidade. Ou ainda que estejamos perdidos dentro de quartos bem decorados, sem controle de sua própria vida, presos a convenções. Capazes de emular sentimentos em palavras que ganham a eternidade de um voo:

“Capturei a atenção
De uma mosca
Troquei olhares e
— perguntei
por onde andará
— aquele
Que não ouso expressar?”

Hoje, li VARANDA PARA ABRIGAR O TEMPO, de Aden Leonardo. Através de meses subsequentes, a partir de Abril, em que os dias tanto podem ser numerados quanto intitulados como “dia que esqueci”, “dia que perdi” ou “dia dormido: Domingo é gato emboladinho”, ela passeia sua imensidão de nada. Como masoquista, a cada página virada, fui me viciando nas agulhadas na pele feito uma sessão de acupuntura inversa que em vez de curar provocava dores que nem eu sabia que poderia sentir e esperavam apenas serem despertadas.

“Acho que viver é por aí. Olhar os farelos e não espanar. Porque dói. Depois, tudo se ajeita e a gente varre. De tarde… ou vem passarinho. A TV falava outras notícias ruins. E finalmente não era eu!” — Essa sentença era eu, hoje, agora! — em 5 de Fevereiro de 2021.

Cansado de estar só, me vi abrigado em uma varanda de Julho: “Um dia de recolhimento de quando tudo acaba. Deitar de conchinha sozinha no lado direito… encolhida no que restou. Beiras.” — Será que a Aden me espiona?

Já disse que me viciei na dor que esse livro me provocou? Certamente terei que voltar a lê-lo pelos cinco meses que percorridos, de Abril a Agosto, este último, o único que merece ter seus dias marcados diariamente, sendo que o dia 5 é deferido com dois “temas”, sendo um deles “Dia Triste”. Mas na primeira legenda, ao seu final, encontrei outra frase que me posicionou ou seria “reposicionou”? — “Ando perdendo significados. Ando ressignificando.”

Ainda lerei Mariana Gouveia e Lunna Guedes que, junto a Roseli e Aden e Kátia Castañeda, são criadoras de belas obras do selo Scenarium Plural Livros Artesanais. Que eu faça parte desse grupo de autora(e)s já me enaltece. No intervalo entre um banho de mar e outro, deixei as areias da Praia Grande de Ubatuba e mergulhei em vidas maravilhosamente bem construídas-descontruídas como se misturassem à passagem da brisa marinha. Nem usei as fitas de marcação de páginas, úteis apenas para as brincadeiras do Bijoux. Fiquei com a certeza de que, na outra encarnação, quero nascer mulher-escritora-da-Scenarium.

Projeto Fotográfico 6 On 6 / Portas Dão Samba

Eu me lembro de um samba de Luiz Ayrão pelo qual me apaixonei assim que eu o ouvi. Ainda que fosse uma canção dedicada a Escola de Samba da Portela e eu fosse um fã da Império Serrano; ainda que eu fosse um garoto de 12 anos, inexperiente e tímido, me identifiquei com a imagem do coração escancarado: “Pela porta aberta / De um coração descuidado / Entrou um amor em hora incerta / Que nunca deveria ter entrado / Chegou, tomou conta da casa / Fez o que bem quis e saiu / Bateu a porta do meu coração / Que nunca mais se abriu”. Portas são para isso — servem para entradas, saídas, poemas, romances e canções.

Igreja de São Benedito – São Bento de Sapucaí / MG

Em uma brincadeira antiga se perguntava: “Por que um cachorro entra na igreja? Ora, porque a porta estava aberta”. Não mais, em muitos lugares. A igreja era terreno sagrado tanto para os malfeitores quanto para os vampiros. Diante do aumento da violência, mesmo em cidades pequenas, há horários específicos para que seus portais sejam abertos e fechados. Atualmente, as orações tem tempo marcado. No começo de outubro, fui cumprir um contrato pago antes do advento da Pandemia de Covid-19. Foi o primeiro evento depois de meses inativo. Realizou-se em lugar aberto, com poucos convidados, no Sul de Minas, onde registrei a imagem acima. Cumprimos todos os protocolos de segurança e estou aqui para contar a história.

Pórtico de um hotel no Centro de São Paulo

Há pórticos, portas ou portais que não precisam serem abertos para nos mostrar o exterior. Envidraçados ou vazados, a visão externa se nos apresenta em recortes como telas de cinema, a vigiar os passos de quem passa pela ruas. Carros passeiam pelo leito carroçável e desconhecidos se tornam personagens de comédias ou dramas mudos. A luz projeta sombras e para quem viaja nas linhas de versos ou prosas, criam caminhos de infindáveis labirintos nos quais acabo por me encontrar…

Prédio do início do Século XX reformado – Rua Santa Ephigênia / São Paulo

Portas que fazem igualmente a função de janelas, já que a saída não lhe dá uma saída viável, a não ser você seja um pássaro ou um suicida. A possibilidade de sair sem ir a lugar algum não é uma deferência de portas em varandas elevadas. Muitas vezes, ao sairmos, não temos para onde ir, mesmo que tenhamos liberdade para isso. Portas, diríamos, exigem que as usemos. Que saiamos por elas. Mas nem sempre que retornemos…

Residência de Elton John & Irmãs Kardeshian

Trabalhei nos últimos meses no Yellow Brick Road Garden. Ao fim do caminho dos tijolos amarelos, montamos a residência do galo e galinhas garnisés Elton John, Kim, Kendall e Kyllie. Eu abro a portinhola pela manhã e fecho depois que se recolhem — questão de proteção. Durante o dia, fazem recreação em seu jardim particular, vedado à entrada dos bichos peludos de quatro patas, que observam os bichos penados de duas com o olhar atencioso de quem gostaria de ficarem bem mais próximos do que ficam.

A porta da minha sala…

Para viajar, costumo fechar as portas da minha sala ao mundo exterior. Abri-la não me atrapalharia, supunha. Até que percebi que a minha atenção era presa fácil de borboletas, pássaros ou aviões, folhas farfalhantes ou cachorros com olhares amorosos. Ou qualquer outra coisa. Tenho tentado exercitar a minha atenção o máximo que posso. Não apenas para escrever. Quero sinceramente me esforçar para estar no presente da conversação, da ação, do acontecimento. Valorizar quem está comigo — o tempo em comum. Creio que essa seja a porta de entrada para viver. Ou a saída para não morrer em vida.

Um dos túmulos do Cemitério da Consolação

Certo dia fiz uma incursão ao Cemitério da Consolação. Uma enorme concentração de portas especiais — portas para a Eternidade. E a paz. Foi o que encontrei por lá… Não cruzei com quase nenhuma pessoa. As alamedas entrelaçavam-se em um emaranhado de caminhos para o passado — presente em cada conjunto das obras tumulares. A antiga família mais poderosa de São Paulo tem o maior jazigo da necrópole, feio feito um pesado prédio soviético. Acho estranho que quisessem causar admiração dos vivos, ainda que mortos. Vaidade além do túmulo. No entanto, as que mais gostei foram aquelas que jaziam em ruínas. Como a da imagem acima.

Participam desse projeto:
Lunna GuedesMariana Gouveia e Darlene Regina

Scenarium / Leu… Está Lido / Fim

FIM

FIM é meu objeto de análise instilado pelo tema proposto pela Lunna para esta postagem: “Leu… está lido!”.

De início, FIM nasceu para morrer, aliás como creio tudo que perpassa por nossa existência, nasça. Sem fim, não há razão para existir. Essa ideia de infinitude serve para o Universo… ou não. A não ser que tenhamos total ciência de nossos aprendizados pelos seguidos renascimentos, individualmente somos limitados pela morte. Em existindo renascimentos. Em se considerar que renasçamos sempre seres humanos e não flores de jardim, de vez em quando. Pensando bem, deve ser maravilhoso ser flor.

A proposta diria respeito a um livro já lido que não pretendamos não ler novamente, nunca mais. Tanto quanto os personagens do belo livro de Fernanda Torres, estou chegando a um patamar  ̶  idade e constituição física  ̶  que a velhice está mais próxima de fazer mais uma vítima, do que perto da força juvenil. Ainda que me sinta bem o suficiente para lembrar o deus Ciro, tenho impulsos de Sílvio, a sobriedade do Neto, a perplexidade do Álvaro e a inveja do Ribeiro  ̶  personagens que contam a história de um Rio de Janeiro humano, superficial e profundo.

Fernanda Torres  ̶  filha da imensa Fernanda Montenegro e do grande Fernando Torres  ̶  começa pelo fim de cada um deles para narrar a versão em primeira pessoa, como vozes solos de um coral, do concerto que ocorreu em determinada época sob o sol macabro do Rio, de areias carregadas de histórias em forma de gente. A viagem passeia pelos anos 60, passa pelos estertores do Século XX e finda no início do XXI, quando o último membro da gangue, Álvaro, começa a narrar seus passos finais, relembrando amigos e peripécias daquele grupo que variava de status profissionais, dentro de uma mesma bolha comportamental, reverberando viva felicidade a permear o vazio existencial.

Mas todos têm as suas chances de participar. De Álvaro a Ciro, Sílvio, Ribeiro, Neto conduzem o cortejo fúnebre de forma esplêndida, com a participação de personagens e contrapartes  ̶  as mulheres que fizeram parte de suas vidas. Mais cedo ou mais tarde, todas percebiam que não se envolviam apenas com um homem, mas com todo os cinco. Ciro, o mais icônico e amado do grupo é o primeiro (no tempo) e último a morrer (no livro). Qual homem, já moribundo, consegue ser o homem na vida de uma mulher? Luz de farol para os outros membros, influenciou as suas vidas quando vivo e, talvez, ainda mais, morto. Quando a sua luz se apagou, perdeu-se o lado belo da fealdade em se viver o idílio carioca. Ainda que autônomas, eram como se fossem cenas laterais e complementares  ̶  comentários da ação principal. Com efeito, o livro da Fernanda é vivaz o suficiente para ser dramatizado, talvez influência de seu universo de atuação primordial.

Quando fui chamado para a postagem da Scenarium, quis ler um livro inédito. Seria estranho ter que relembrar um que já tivesse lido e ter que objetivar porque não o leria nunca mais. Teria que folheá-lo, eventualmente relê-lo, voltar a fazer o que que disse que não faria. Preferi um que nem sei como apareceu em minhas mãos. Compro livros na esperança de enveredar por suas páginas e que, muitas vezes, ficam boiando nas prateleiras da biblioteca sem serem tocados. Enquanto outros são relidos como se fossem páginas da Bíblia em dias de culto. FIM, no entanto, é um desses livros que merecem releitura. Que venham outros. Com a unção do Padre Graça, pergunto: “O próximo?”. No mínimo, Fernanda Torres ser lida, além de assistida em peças de teatro, vista series de TV e admirada no cinema.