Eu, trajado à caráter para uma rave em casarão mal-assombrado…(meados dos Anos 90).
Há alguns anos, nós, da Ortega Luz & Som, fizemos uma Rave em um casarão da Avenida Paulista. Fiquei impressionado com o ambiente, que exalava outrora grandeza. Os pés direitos não tão altos quanto o de várias construções antigas que conhecia, mas que abrigava diversos ambientes que desativados-limpos, apenas imaginava para que serviriam. Nosso equipamento ficou abrigado da sanha dos convidados no que era provavelmente um dos banheiros.
Nas paredes desbotadas encontramos desenhos e motivos em papéis de parede, que representavam rostos, provavelmente dos antigos moradores. Nos era interditado subir ao sótão ou descer ao porão, onde estavam guardados os móveis da antiga mansão e o escritório da empresa que o alugava para eventos.
Procurei saber um pouco mais sobre aquele lugar. Soube que se tratava da “residência do Coronel Joaquim Franco de Mello. Localizada na Avenida Paulista, 1919, o imóvel é da família do agricultor e fundador da cidade de Lavínia, nome dado em homenagem à sua esposa. Viviam na residência com seus 3 filhos, Dr. Raul Francode Mello, Dr. Raphael Franco de Mello e Dr. Rubens Franco de Mello. O palacete foi construído em 1905 pelo construtor licenciado Antônio Fernandes Pinto, cidadão português. A casa é o único exemplar remanescente da primeira fase residencial da Avenida Paulista (1891-1937). Está num terreno de 4720m², com uma grande área verde particular que a família Franco de Mello ainda mantém. O casarão tem 35 cômodos. Sua fachada é em estilo eclético, com influências da arquitetura da época de Luís XV nos enfeites rococó do frontão curvo e nos caixilhos das janelas e mansarda renascentista com telhas francesas e torreão” (Wikipédia).
Quanto à Rave em si… foram doze horas de loucura, loucura, loucura… Meu irmão, eu e meu traje nos recolhemos ao pequeno espaço inicial sem quase nenhuma possibilidade de escape, a não ser pela janela para ir aos banheiros químicos e só… Dessa “torre” protegida vislumbramos (ou imaginamos ver) às guerras de corpos em luta sôfrega em meio à semi-escuridão — homens-mulheres, mulheres-mulheres, homens-homens — apenas constatada por paredes que pareciam se mover. Perdi bastante de minha inocência naquela ocasião…
*Imagem de acervo pessoal e texto de 2012
Buscando um pouco mais, encontrei uma página que mostra os vários palacetes construídos naquela que é considerada a “mais paulista das avenidas”, justamente porque representa essa voragem típica desta São Paulo que “ergue e destrói coisas belas”…
Foto do casarão da Escola Municipal de Música, na Rua Vergueiro, 961, até junho de 2012.
A minha alma apresenta zonas escuras pela qual caminho de vez em quando. Devo supor que não só a mim assaltam presságios de agouros silentes, porém penetrantes. Como também, igualmente, não apenas a mim sinto chegar massas de energia que são transmitidas por pessoas, coisas e lugares. Creio que ocorram momentos dessa natureza com cada um de nós alguma vez na vida, em que sentimos vibrações benéficas ou maléficas que derivam de eventos e indivíduos.
Passei por várias situações em minha vida em que antecipava com a certeza de quem tinha os presenciado fatos que viria a saber, oficialmente, algum tempo depois. No entanto, isso não é algo que aconteça com tanta frequência comigo. O mais comum é que na maioria das ocasiões eu esteja alheio a acontecimentos que se desenrolam diante do meu nariz.
A introdução acima foi para apresentar uma dessas situações em que as minhas antenas apontavam fortemente em direção a um determinado ponto. Desde que comecei a frequentar a unidade da UNIP do Paraíso, em agosto de 2012, alternava a opção de descer nas estações Paraíso ou Vergueiro, sendo que achava mais interessante a última, por poder me desvencilhar o quanto antes da lotação dos trens do metrô de todas as manhãs.
Todas as vezes que caminhava em direção ao prédio da faculdade e passava em frente a um determinado imóvel na Rua Vergueiro, o meu olhar se desviava para a esquerda e eu sentia uma tremenda necessidade de desvendar o bloco que se apresentava por detrás do alto tapume de metal. O que dava para perceber é que se tratava de uma casa antiga, mas que não apresentava nenhum aspecto especial que a destacasse de outros casarões que estavam sendo abatidos na região, um após outro, substituídos por torres de vidro.
Prometi a mim mesmo que usaria alguns dos instrumentos disponíveis na rede para visualizar o local fotograficamente e saber quem vivia ali antes. Por uma dessas situações que não sei identificar o porquê, fui protelando meses seguidos essa providência. O número “1” do “961” chegara a cair e outros detalhes do imóvel se deterioravam paulatinamente. Percebi a urgência de realizar a averiguação, o que finalmente se concretizou em meados de abril de 2013. Pude, então, identificar qual a história daquele lugar que emitia uma carga vibracional que me lambia todas as vezes que eu passava por ali.
Quando acessei as informações, me surpreendi, mas nem tanto. O fato de sentir aquela vibração especial irradiada por detrás do tapume não era vã. Ali funcionou, até junho de 2012, a Escola Municipal de Música. Essa instituição que agora funciona no Centrão, na Avenida São João, foi fundada em 1969. Não sei se operou desde o início naquele lugar. Eu fui aluno, por pouco tempo, da E.M.M., trinta anos antes, na unidade que funcionava na Rua Machado de Assis, ali perto. Talvez fosse a mesma escola, não sei. De qualquer forma, na época que frequentei não pude continuar porque não sabia tocar um instrumento razoavelmente. Talvez nenhum…
Passei em uma prova que foi feita para ser a mais democrática possível. Quem tem ouvido musical, passa com certa facilidade. Segundo a proposta da E.M.M., “A escola tem por missão formar músicos profissionais, com destaque para os instrumentos de orquestra. Atende interessados de todos os instrumentos de uma orquestra sinfônica, além de regência, canto, saxofone, cravo, flauta doce e violão. Os cursos têm duração variável, de 2 a 12 anos, e o ingresso se dá por seleção interna, com inscrições sempre na primeira semana de outubro. Os cursos são gratuitos, e as exigências para ingresso são publicadas geralmente na terceira semana de setembro em edital no Diário Oficial da Cidadede São Paulo. A seleção de alunos é feita em duas etapas, sendo a primeira um teste auditivo realizado em grupo e a segunda uma prova prática individual, frente a uma banca examinadora”.
Dividida em várias escalas de classificação, o sistema de seleção da grade ensino me jogou para o 1º Ano Teórico. Quando fiz a primeira aula, me senti totalmente deslocado. Todos os alunos já tinham conhecimento teórico e sabiam tocar algum instrumento, quase sem exceções, muito bem. Pedi que me transferissem para um patamar abaixo e fui para o 1º Ano Básico. Não era muito diferente da classe anterior. Quando o nosso professor, Mário Zaccaro, foi fazer uma demonstração de notação musical e pediu para que um aluno tocasse algo ao piano, um jovenzinho “debulhou” nas teclas pretas e brancas, de modo que percebi o quanto seria difícil me equiparar àquele pessoal.
Ainda tentei entrar para um dos cursos – me restava o canto – que sabia também ser quase impossível. No dia do teste, o professor selecionador foi muito gentil, me ajudou na postura e observou a minha entonação de “Cio da Terra”, de Chico Buarque, com atenção. Enquanto isso, os outros candidatos se revezavam em peças de Verdi e Puccini. Lá, permaneci um bimestre, tirei a nota mínima na aula teórica (7,0), mas senti que não daria para continuar. Músico frustrado, mas amante incondicional da música e admirador de bons músicos, o meu trabalho gira em torno dessa “raça” diferenciada. São seres especiais, sem dúvida.
Não me admira que aquele lugar projetasse tanta energia para fora do tapume. Lá, foram formados alguns dos melhores músicos do País. Naquele lugar se estudou uma arte que carreia a possibilidade de viajarmos para fora de nós mesmos rumo a planetas formados por frequências harmônicas. Uma arte que privilegia e busca a união entre instrumentos e corpos para produzir beleza. Ali, pessoas conjugavam os seus melhores esforços para alcançar a plenitude em produção de música. E aquele ponto de encontro de força criativa, mesmo depois dos envolvidos no processo terem-no deixado há vários meses, ainda emitia o seu quantum de energia.
Logo após eu descobrir todo o histórico da casa, ela foi abaixo. Desapareceu qualquer traço visual identificador de que ali funcionou um centro de arte. Rapidamente, fora retirado o entulho resultante, tijolos de história enchiam as caçambas. Foi escavada a terra que fundava o casarão que conectava o chão ao lar de cultura. Mais um tanto de tempo, reinará naquele trecho de rua a mesmice visual e a carga energética burocrática e plana de mais um prédio comercial. Não creio que alguém desviará a cabeça para observar mais uma torre envidraçada comum a tantas…
Fachada uniforme e comum a tantas do edifício no local de onde emanava a energia que sentia.
Estamos envolvidos no enredo da Pandemia desde meados de março de 2020. Essa marcação seria desnecessária, se o eventual leitor deste texto estiver no Presente. Porém, quem estiver correndo os olhos por estas palavras no Futuro, estará em seu presente sem uma doença que afligiu a população de todos os países, com dolorosas perdas pessoais, sociais, depressão econômica e instabilidade política. Estabelecido o “quando”, cumpre dizer “onde”. Estou no Brasil (ou estive) e talvez quem me leia repercutirá o que leu no meu hipotético futuro em que estarei fora deste território ou, fortuitamente, fora desta dimensão.
Estou no meu Passado alguns dias fora de São Paulo, em Cidade Ocian, na Praia Grande, no litoral que, com o tempo, ganhou o nome de Litoral Santista, por influência da cidade mais importante da região. Quanto ao tempo, me refiro à importância que este local representa em minha história pessoal. É como se o que experimentei aqui tenha sido tão forte que retorno às vivências ensolaradas e delas me alimente no Presente, mesmo neste dia frio de julho. Aproveito o tempo para ler, escrever e fazer exercícios localizados (músculos superiores), ciclismo e caminhada. Estes últimos, com o uso de máscara, atento que estou ao contato com os aerossóis.
Você, do Futuro, que talvez não esteja entendendo ao que estou me referindo, saiba que o contágio pelo Novocoronavírus podia ocorrer de variadas maneiras — pelo ar, no contato com objetos infectados (infimamente) e, principalmente, no contato físico próximo (sem o uso de máscara). A depender do futuro que esteja vivendo, o uso de roupas impermeáveis ou objetos similares já é uma realidade para uma parcela da população, a se considerar que as diferenças sociais não terão sido superadas, como é, aliás, característica intimamente ligada às sociedades humanas, permanentemente.
De certe maneira, o que na Índia milenar tornou-se o padrão na formação de sua sociedade — a divisão em castas — foi reproduzida pelas sociedades modernas, principalmente nas Capitalistas de forma mais premente, mas também naquelas que buscou adotar o Socialismo como caminho. Eu deverei morrer sem ver alguma mudança para melhor no meu País com relação a essa questão. Não ajudou em nada a eleição de um sujeito despreparado, sub-reptício e claramente propenso a não cuidar da sua nação em que existe, na verdade, a vontade de radicalizar as diferenças.
Incisivamente, percebo que no segundo ano de seu mandato, o Ignominioso investe no quanto pior, melhor. Desconfio que as falas toscas que caga por sua boca visa provocar a situação em que ele se sente mais à vontade — a desorganização, a mentira e o engano — a confusão, enfim. Mas não apenas por palavras, mas também com ações, o Ignominioso busca aplicar exatamente o plano que alardeou na campanha — o desmonte de todo o sistema de suporte à população em estado vulnerável, a invasão da Amazônia por motosserras e a liberação indiscriminada de garimpos nas reservas indígenas. A chegada da Pandemia de Covid-19 para ele foi praticamente um bônus que aliviou o caixa do INSS no pagamento de muitas aposentadorias com o “cancelamento de CPFs” (numa expressão comum entre os milicianos como ele) em massa de idosos.
Há a chance da chegada da vacina antes do previsto, até o final de 2020. Se pudermos manter o distanciamento social, o uso constante de máscara (apesar do capitão de milícias a tê-la como símbolo de oposição à sua diretiva) e álcool em gel regularmente, nós poderemos iniciar uma vacinação no início de 2021. O que me preocupa é que a capacidade de produção mundial de imunizantes é de dois bilhões por ano. Seria importante haver a aquisição o maior número de doses possível para que, com o tempo, possamos atingir a imunidade vacinal em vez da tese ridícula de imunidade de rebanho por contágio propalada pelo Governo Federal, o que levaria a centenas de milhares de mortos.
Sozinho, refugiado na casa da praia, sem poder ir às águas do mar que tanto amo, mesmo neste frio de inverno, fico a viver um humor pendular ao sabor das notícias cada vez piores que prevê que cheguemos a incríveis 90.000 mortos até o final do mês. Estamos sem ministro da Saúde e não sei que pessoa séria assumiria a pasta neste governo inoperante e sinistramente adepto de uma política negacionista que poderá levar o Brasil a um estado de indigência planetária.
*Texto de 20 de julho de 2020, que deixei de lado por achar cansativo ao repisar assuntos repetitivos. Quase um ano depois, não perdeu a atualidade. É como se estivéssemos presos num Limbo.
O Rodoanel, que circunda a região central da Grande São Paulo, tem como principal propósito (ou tinha) diminuir o tráfego de carga nas Marginais. É uma obra que se arrasta há mais de 20 anos e está crivada de indícios de corrupção. O Trecho Norte começou a ser construído em 2013 e tinha previsão inicial para ser entregue em 2016, com acesso ao Aeroporto de Guarulhos.
Túnel sentido Guarulhos
Renovado o contrato, mudou-se o prazo para agosto de 2022. Depois para 2023 e agora, definitivamente (ou não), para 2024.
Escavado na pedra…
Ao longo dos anos, a construção do Rodoanel Norte teve paralisações e pedidos das empreiteiras para mudanças contratuais que encareceram as obras. Em 2018, a obra foi alvo a Operação Pedra no Caminho, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que investigou suspeitas de fraudes na construção.
Horta junto aos elevados do Rodoanel
Foi encomendado ao IPT – Instituto de Pesquisa Tecnológica – órgão ligado ao Governo do Estado, uma avaliação da situação das obras paradas. O estudo veio a identificar 59 anomalias graves no trecho paralisado. Com esse laudo nas mãos desde o início de 2020, o governo começou a preparar o lançamento do edital, mas foi atrasado pela Pandemia e só publicou a concorrência em setembro passado. (Matéria completa na edição eletrônica da Folha De São Paulo).
Antiga igreja de comunidade removida junto à Reserva da Cantareira
Nas imagens veiculadas aqui, mostro o trecho da obra perto do meu bairro, vista a partir da pista que se converteu, na falta de sua principal função, em corredor de atividades físicas dos moradores da região que já sofreu muito com as desapropriações sem a contrapartida dos eventuais benefícios que teria com o advento da rodovia, ainda que este trecho não tenha prevista uma ligação com o Rodoanel que, a meu ver, traria mais transtorno ao trânsito local do que qualquer outra vantagem. A direção que tomei foi a do sentido a Guarulhos, com a bela paisagem, à esquerda, da Reserva Florestal da Cantareira.
Segurança e seu companheiro dormem ao som de “Cadê, Tereza?”
Ferros e conduites expostos à deterioração
Material desperdiçado, entre muitos outros, por conta da paralização das obras
Comecei a fazer caminhadas matutinas. Uso todas as desculpas possíveis para alongar os meus percursos. Dessa vez, foi a de sacar dinheiro no banco distante 2 Km, para fazer a feira. Aproveitei para registrar os personagens da Vila Nova Cachoeirinha, o bairro onde moro, na Zona Norte. São Paulo é uma cidade-arquipélago. São bairros-vilas-ilhas dentro da mesma zona, em zonas dentro de zonas, cada uma com características particulares. Registrei instantâneos da vida que pulsa.
Fósseis modernos…
Nesta foto, encontrei marcas que registram a passagem de um cão que pisou em cimento fresco. Eu conheço esse registro arqueológico há alguns anos. Eventualmente permanecerá bem mais tempo do que quem fez viverá. Assim como os rastros de antigos seres que dominaram o planeta, os cães não deixam de percorrer a mesma trilha.
Cegos e surdos…
O comércio de rua proliferou por todos os cantos com o crescimento da crise econômica. A Pandemia apenas fez aflorar o aparecimento de mais personagens que vivem e sobrevivem através dessa atividade. Neste caso, um vendedor de “produtos importados” — cigarros paraguaios e isqueiros chineses, assim como os nacionais CDs de filmes pornôs e doses de destilados, principalmente aguardente. Negócio irregular, produtos contrabandeados, o crime é não termos condições de gerarmos trabalho digno para todos.
Participação especial de Camila e Elisa Maria…
Fundamentais personagens no funcionamento da cidade, invisíveis ainda que vistam roupas chamativas, refletoras, os homens da limpeza pública labutam a recolher o resultado da falta de educação coletiva dos cidadãos paulistanos. São Paulo é uma cidade de emigrados. Muitos não se sentem pertencer à metrópole — gigante e inumana. Alguns a tratam como inimiga. Essa talvez fosse uma explicação, mas não apenas isso. Certa ocasião, eu ouvi um sujeito jogar um papel no chão e dizer logo em seguida: “estou ajudando os lixeiros a terem o que fazer” — era um típico elemento da elite paulistana.
Companheiros de jornada…
Logo adiante, no percurso da caminhada, já retornando, encontrei outro personagem típico da vida paulistana, não apenas na Periferia, mas espalhado por toda a cidade. Aquele que busca no lixo a sua sobrevivência. São pessoas desterradas, sem moradia fixa, alimentação incerta, mas que nunca deixam de contar com amigos fiéis. Essa imagem me fez lembrar de algo que li — o que mais vale na vida não é a jornada nem a chegada, mas a companhia…
Desmascarados..
Logo cedo, ouvi a triste notícia de um assalto que vitimou dois feirantes que saíam para trabalhar às 4h da manhã. O pai estava internado, o filhou veio a óbito. Os casos de violência aumentarão cada vez mais — um dos efeitos da recessão provocada em parte pela Pandemia, em parte pela incompetência governamental. Não ajuda em nada o povo não colaborar. Nesta imagem, os feirantes e a compradora estão sem máscaras. Muitos outros feirantes também não as utilizam. Lidam com dezenas de pessoas a cada turno, acordam de madrugada, têm um trabalho pesado. O dilema entre viver e sobreviver. As feiras de rua e os feirantes são quase uma instituição em São Paulo, mas estão entre os locais e vetores que mais favorecem a proliferação do vírus da Covid-19. Para diminuir o contágio, uso álcool em gel e lavo os produtos ao chegar em casa, mas muitas pessoas não o farão. Quantos teriam se contagiado hoje?
Estão no ar, o vírus e o avião…
A paisagem da Periferia, aliás de toda a cidade, apresenta um personagem invisível. No ar circula um agente que vitimará, até o final deste mês, a 300.000 brasileiros. Muitas dessas mortes, ocorreram causadas por um projeto genocida do governo federal. Tornou-se de seu interesse estender o mal que uniu a incapacidade de governar a um viés ideológico de cepa fascista. Visando desde o início se perpetuar no poder, “aquele que não se deve nomear” atua sucessivamente na construção de uma estrada assentada sobre corpos dos cidadãos “dispensáveis”. Dentre todos os personagens urbanos, o vírus da SARS-COV-2 tornou-se onipresente e o Ignominioso é o seu patrocinador.