há crenças mesmo para quem não crê em nada o que já é uma crença há quem acredite de acaso no amor que se transforma em caso quando o encontro se dá há quem não acredite no amor seria uma série de episódios esparsos envolvendo sinais ações visões versões de fatos afeições transitórias e fátuas os corpos não ajudam atrapalham quando se tocam reagem quimicamente os pelos se eriçam as peles se pelam de calor fulgor de fogo paixão querência desejo falta versus falta a se completarem as bocas respondem as línguas caladas mas ativas os sexos a buscarem satisfação os sentidos em explosão busca de sentido que perde sentido e direção as horas se perdem dos ponteiros não creio em acaso mas nele boto fé os dados sendo jogados à revelia de nossa sofreguidão se encontrando em linhas de aparentes paralelas contra todos os prognósticos dois corações começam a bater no mesmo ritmo desenfreado concorrendo para que um instante se torne eterno marcando memórias recorrentes mesmo que apartadas no tempo e no espaço viver é viver de lembranças encontros desencontros o amor um caso de acaso criado pelo destino de nossos egos tontos…
O tema proposto para este 6 On 6 me deixou um tanto desconcertado. “Viagem Literária” era mais ou menos a sensação que eu tinha antes de empreender viver a vida literal. Eu era um sujeito fora do mundo “real”, em que cada dia surgia como um capítulo de um livro escrito página por página a cada hora. Viver, de certa maneira, era bastante penoso porque as personagens envolvidas se expressavam de maneira irregular em enredos aparentemente sem sentido, ainda que eu acreditasse que nada fosse por acaso.
O meu “texto” inventava uma realidade que não batia com a dinâmica humana. Aceitar que a maioria das circunstâncias apresentavam razões impenetráveis para um autor que tentava escrever sua própria história só se resolveu quando abandonei a escrita e comecei a trajetória de homem casado, com filhas para criar. Ganhei uma apresentação de capa que me habilitou a ser considerado “normal”. Durante alguns anos, vivi a “vida louca” de um cidadão comum. até que as redes sociais me possibilitaram voltar a expressar minha visão de mundo sem compromisso, de uma forma menos formal.
A minha viagem literária passa pelos textos que apresentei ao longo anos, porque ainda que tentasse escapar da formalidade, o escritor voltou a ganhar peso e que em 2015 acabou por ingressar num projeto — da Scenarium Livros Artesanais — que desde então me estimula a assumir o compromisso de me tornar o melhor escritor que eu possa ser.
Neste dia Dia de Reis de 2021, recebi de presente, em papel transparente, uma “sensação de estranhamento feliz”. À primeira vista, esta fruta que encontrei no jardim, parecia um pequeno abacate. O abacateiro que tínhamos se foi há algum tempo. Após lavá-la, ao posicioná-la para a foto, quase a confundi com uma pera. Ao toque, devido a lisura de sua casca, ficou evidente tratar-se de um maracujá mesmo já que, além das mangas (no final da safra), jabuticabas e goiabas, só temos mesmo um maracujazeiro em plena produção. A sua forma inusitada, causou aquela sensação nomeada acima. Um pequeno bálsamo em relação à antípoda “sensação de estranhamento infeliz”, tão em voga em 2020. Feliz Dia de Reis!
Imagem de 6 de Janeiro de 2016
Discos que não serão mais tocados Céus que não serão mais riscados Por pipas, aviões, ovnis, seres alados Amores que não serão mais amados Por você, por mim, por nós, passados Todos, pela moenda dos sonhos dourados… O Tempo!
Este ano esta mesma imagem ocorreu igualmente, mas esta é de 2013…
Da janela do meu quarto, se alcança as frutas. Este ano, houve uma superprodução de mangas, o que as minhas cachorras muito agradece! Quase sempre vejo um cão chupando manga e eu acho lindo! Durante todo o dia, se ouve o som do baque das filhas que abandonam as pencas mais amaduradas e elas se aproveitam, incontinentes. Nós, os humanos, a aproveitamos in natura, em suco e até para fazer sorvete. Estas aqui ainda estão verdes, mas por pouco tempo…
Meu quarto livro lançado pela Scenarium… em maio de 2021
No início de 2021, estava sentindo as consequências de me abrir para o mundo. Tudo me atingia. A situação do País em meio a uma Pandemia, envolto pelas sombras de um Reacionarismo que se autointitulou de Conservadorismo, como se devêssemos conservar todas as mazelas não de um passado recente, mas do Colonialismo — poder aos brancos, homofobia, misoginia, massacre dos originais da terra, exploração predatória de um país em que se plantando tudo dá. Pindorama sendo novamente devassada por usurpadores que acreditam que não existe lei ou pecado abaixo da Linha do Equador. Curso De Rio, Caminho Do Mar desaguou em páginas da Scenarium Livros Artesanaise me salvou de afogar em tanta angústia. Nele, tento manter a cabeça fora d’água, mas não deixei de mergulhar em águas profundas.
Em 17 de Maio de 2016, escrevi: “Pois, é!… Aconteceu de novo… A Tânia e a Romy se compadeceram de uma doidinha de saudade perdida na região… Uma pediu, a outra a resgatou… Agora, Bethânia parou de chorar, sentada em meu colo… A academia adiada, enquanto descansa de seu sofrimento a nova fêmea da família, pelo menos por um tempo…”. Hoje, a Bethânia cresceu, mas nem tanto. Gosta de agir como se fosse uma gata e, apesar de suas perninhas curtas, salta a mais de um metro de altura, subindo em muretas, telhados, pias e, eventualmente, em mesas. Destruiu praticamente sozinha um conjunto de sofás e vez ou outra acusa travesseiros e almofadas de atacá-la, os rasgando. Sofre bastante com o frio, odeia roupinhas e prefere ficar debaixo das cobertas nas camas que a aceitar. Quando a Romy foi resgatá-la perguntou para uma senhora que estava próxima se era dela. A resposta que ouviu foi: “ninguém quer isso daí, não!”. Nós quisemos “isso daí”, bicho ciumento que ganhou um capítulo no meu primeiro livro pela Scenarium Livros Artesanais — REALidade — por essa característica. Teimosa, late sem parar normalmente quando a Lívia está em reunião no Home Office. É meio difícil explicar a forte personalidade dessa “pessoa”…
Este poema eu escrevi para uma apresentação no lançamento das publicações da Scenarium Plural – Livros Artesanais, em agosto de 2016, ao qual infelizmente não pude comparecer. Trata sobre um tipo que se sente depreciado e que se auto denomina “O Segundo”. Estranhamente, a linha final parece atual e premonitória (da época do golpe do CongressoNacional sobre a Dilma e a assunção do vice, Temer), se bem que o entendimento possa tanto ser utilizado em relação ao personagem quanto à contagem do tempo.
O SEGUNDO
Ser protagonista não é o meu papel. Sou o escada no número de humor. Sou o segundo do lutador. Sou o amigo tímido do namorado. Era reserva do goleiro no time de futebol. A opção confiável, mas nunca escolhida. Ficava com as sobras da comida. Eu me tornei o primogênito, porque o meu irmão mais velho morreu… Casei porque a minha mulher foi deixada e eu estava lá para a consolar… Na cama, os gemidos dela nunca foram para mim… Certa vez, o nome do outro foi murmurado… Sigo sendo servidor de segundos… Outros segundos tempos… O meu consolo é saber que a História dos tempos é contada por segundos…
carreadouro passeio de formiga rua de cafezal corro por entre alamedas virgens de passos meus violentadas pela indiferença com a qual inauguro mais uma visita que terá de diferente nessas casas geminadas de famílias iguais? o céu divisado por um olhar enviesado de sol inclemente que invade janelas descortinadas e lambe portas fechadas convidando ao não e ao talvez quem sabe haja um mar particular quartos e histórias de dilúvios e aluviões de minas auríferas platinas ou cristais ou lama açude seco areia movediça pasto duro salas de piso de antigos tacos que soltam e revelam relevos incongruentes onde um dia crianças brincaram indelicada a vida tripudia em vez de grandes planos urde mínimas ilusões carrega no quengo concomitâncias com o sofrimento dos escravizados o que era imposto antes agora não apenas é aceito assim como é desejado – quero que me comprem – me consumam um motivo para viver para beber para comer para querer para dever porque eu não me basto como fogo me alastro e destruo o que vem pelo caminho pelo desvio pelo sentido direção e chegada sem fim permissão para fenecer expirar todo o ar dos pulmões enxarcados de vazios desencarno os pés nas pedras hirsutas e candentes de sons inaudíveis como vozes surdas e suspiros partidos intuo que perguntem que será que sou quem estou?
O
onde está que não responde? dedicação de dez anos me usou fui útil agora passei página virada curva fechada some no horizonte o barulho das ondas na arrebentação parece se apequenar em minha memória de sóis poentes e brisas mornas areia macia pés de bailarina arcos impossíveis manobras abissais nesses momentos dançávamos as mesmas notas o último encontro únicos membros tantos quartos desocupados eu dormia no catre ao som das trombetas de jéricó d. pedro que levantava a espada e penetrava no âmago da liberdade prazer que gemidos confirmavam eu ao telefone enquanto me engolia edição de fotos que esbravejava o golfinho como testemunha mergulho abaixo às aguas transparentes da tarde que morria noite a lua enluarava como se predissesse que não seria apenas o fim do mundo mas também dos sonhos de eternidade amor em terna idade houve momento em que pensou que iria morrer a imensidão a cercando pouco a pouco como se o céu caísse em si enquanto os seus olhos esverdeados se agigantavam rompendo nuvens fendendo camadas alcançando a derradeira circunferência de onde não mais voltaria pedi para que lhe visse passar ao menos tripudia de minha distância enquanto aumenta a dissensão se transfere para outra dimensão e fico aqui neste ponto em reticências…
M
mulher que bebeu de minhas melhores emoções refestelou-se fui intenso fui imenso diante de seu corpo nu mais crescia mais me apetecia jogar-me do alto do abismo estive apaixonado uma vitória sobre minhas defesas ao chão prendeu-me seu sorriso desbocado sem dentes naturais feito prótese que o tempo tratou de compor mas amava porque estava você a me beijar debruçada entre as minhas pernas provando-me entre soluços de choro sentido estávamos finando em cada tempo que imaginávamos recomeçar foi como uma descida de um avião sem asas partidas em pleno voo em dor espiral expirávamos em fogo e riso da lembrança do fauno com os cascos sobre o balcão que disse: “ele está lá encima” enquanto a banda marcial executava hinos pátrios foi assim que adentrou ao átrio com saltos altos que ouvia desde o corredor eu a recebi à base de beijos línguas serpenteando seu hálito de cerveja para tomar coragem de invadir a minha vida de vez na segunda incursão do dia revelou o presente do primeiro encontro: “eu amo você!” enquanto pensei ela não precisa de mim para chegar ao ápice queria estar ali mesmo que somente como expectador da performance da artista dedicada ao monólogo o meu corpo como seu palco de atuação teatro moderno a plateia como coator quase sempre contracenava sendo os outros que de mim saltavam pelos poros em desespero de expressão como a gritarem – nós existimos! comecei a sentir o poder do demiurgo a corromper as minhas ações queria comer todo mundo mas recuei me assustei como pode um ser empoderar tanto o outro assim?
B
benditos os que amam amar é radicalismo posto em prática caminho sem volta quem amou um dia amará para o todo o sempre congelado no tempo será a sua história tão preciosa quanto dolorosa tão aguda quanto plana tão simples quanto confusa tão extrema quanto definitiva feito o ponto final posto na última palavra da última página de um livro incompreensível que o cupim comeu feito james joyce caminhando no chão forrado de carvão incandescente como prova de humildade intelectual apenas que não ocorre intervenção da mente na paixão é doença cerebral obliteração dos sentidos os sentimentos invadindo as texturas e fibras orgânicas as transformando em vetores sinergéticos para entregar à oblação oferta em sacrifício no altar do gozo tão fátuo quanto viciante desejo de voltar a ter a mesma sensação da primeira vez viagem sem volta mas talvez o esquecimento intervenha e venhamos a percebê-la como cicatriz que coça de vez em quando mais ou menos de tempos em tempos feito o sangue que passa pelo coração percorre o corpo todo atinge o cérebro e repercute em algum ponto da pele dedos cotovelos peito costas barriga coxas e entre as coxas nada que uma das mãos não resolva…
O
ondas do mar invadem o meu peito atravessando as vértebras e banham o meu coração de saudade ainda que não acredite nela como algo que denota falta mas é presença na ausência quando os meus pés ultrapassam as linhas aquosas fronteiras entre as matérias me integro me entrego me torno água perfuro fluo seguro o ar fecho os olhos as três dimensões se dissolvem me santifico batizado pelo sal renovado as avarias lavadas retificadas as pancadas silentes dormentes silenciosamente se curam abençoadas pelo sol clemente beijando a minha tez indígena embranquecida eu sou transfigurado pelo elementos desde a areia para a areia não persigo mais a redenção pessoal sou redimido pela falta pelo vazio criativo prestes a ser preenchido de nadinhas maiores e menores incisivas perfurantes duras feito diamantes ainda a serem lapidados tudo me interessa ninguém me acolhe me sinto só com o tudo a me costurar o mundo nas costas carrego feito sísifo de quinta categoria o peso que rola a montanha abaixo me cristianizo ofereço a outra face para que o sistema me esbofeteie organizo a minha dor uma de cada vez em uma fila da qual não vejo o fim porque redivivas sorriem como bebês satisfeitos após a mamada espero que adormeçam para que continue a subir o morro e morrerei curioso para encontrar a substância ou a escuridão abstrativa isso é encontrar ou se desencontrar? sei que irei para alguma cadeia molecular de carbono ou que talvez integre átomos que se perfaça em flor definitivamente serei deus…
I
independência não existe fome sim dependemos de nos alimentarmos para sobrevivência isso nos torna fracos se dispersos egoístas unidos podemos fazer tudo como destruir o mundo que nos nutri mas criamos estratégias de dependência dos mais fracos a um sistema abjetamente os despossuídos se integram ao paraíso como serviçais tocam mas não podem possuir cheiram mas não podem comer veem mas não podem desfrutar alcançam de forma indireta a fruição da possibilidade isca lançada servem aos senhores dos meios e dos fins a terra inteira destruída em nome do poder de alguns até esses dependem de que a ilusão perdure para que continuem a serem mandatários no entanto se todos tivessem os mesmos recursos o planeta não suportaria tamanha pressão sete gaias não aguentaria a demanda da podre riqueza feita de guerras messiânicas acionadas de forma mecânica para o aumento do fluxo sanguíneo que alimenta a sociedade organizada…
O
ocasional o meu futuro o meu presente é solidificado sou o que sou ainda que não me conheça por inteiro estou em construção e desmantelamento agrupamento e dispersão desencaminhado e perseguido por minhas dúvidas e questionamentos continuo em contínua inconstância traço de causa consequência coerência cansado de não perseverar não vejo saída a não ser prosseguir a ser observador da vida que passa passo junto perpasso par e passo sonhando ser pássaro em revoada mas fazendo parte de um comboio acorrentado a vagos vagões viajando em trilhos sem rumo aparente sabedor de minha nossa exiguidade não me sinto perdido a não ser em mim sem sins jardins jasmins e festins não sou enganado porque não estipulo cláusula pétrea para nada y nadie mas carrego um traço de inocência que me deixa surpreso com muita coisa coisa é algo incomensurável indizível coisada se acredito acredito que a vida é um milagre seja sob que forma for sem aforismos ou regras apenas fruição se oro é para o deus mudança transformação transmutação locomovido em locomotiva desgovernada maquinista despersonificado me sinto como se fosse uma novidade no universo sem encarnações anteriores mas com um fim consciente num tempo indeterminado pelo destino se pudesse nomeá-lo que nome daria: sorte de principiante?
Saturno ou Cronos, na mitologia grega, devora um dos seus filhos, é uma alegoria da passagem inexorável do Tempo.
Por mais que especulemos sobre a sua natureza física, mecânica, para o comum dos homens o Tempo não existe fora da nossa percepção no final das contas. E dá-lhe fazer contas de mais e de menos para mensurar o quanto vivemos, a estabelecer tabelas com as quais programamos as nossas agendas de encontros e desencontros, trabalho, vacância, lazer, nascer, permanecer e morrer. Efemérides que falham em designar a qualidade do momento que vivemos, o minuto que passa ou Kairós.
Ontem, me reuni com pessoas que se moveram para estar juntas de vários pontos da cidade. Fizemos algo que quase nunca tenho a disponibilidade para fazer: conversar. Falamos sobre assuntos sérios, outros nem tanto. Discutimos sobre o clima, as chuvas, as secas – de territórios e de mentes – o frio e o aquecimento. Este é um mundo que está morrendo. Já ouvi dizer que os entendidos em mudanças climatológicos calculam que em três anos, veremos caravanas de pessoas se movendo para as áreas menos inóspitas em termos climáticos. Projetaram que a continuação do processo que ora se desenvolve resultará, em 2050, em várias faixas das áreas junto aos Oceanos inundadas, engrossando os números dos refugiados do clima. Questão de Tempo.
É triste perceber que as minhas visões juvenis de cataclismas mundiais esteja perto de se realizar. Eu sempre fui muito imaginativo, mas não era isso que gostaria que as minhas filhas venham a vivenciar num futuro próximo. Os meus textos de garoto amante de escritores de ficção científica – Julio Verne, Isaac Asimov, H.G.Wells, Jack Finney – primavam pela revolta da Natureza frente ao continuado ataque dos seres humanos. Eu me tornei abstêmio de carne buscando minimizar os efeitos de minha presença como típico predador pertencente ao topo da cadeia alimentar por isso, também. Não são poucas as vezes que penso em voltar a essa fase que durou dez anos. Não resolverá a questão, mas talvez diminua a minha culpa…
Previsões se baseiam na soma de sequência de fatos passados com a repetição de fatos presentes, resultando em consequências práticas. A experiência da Humanidade na Terra me induz a imaginar que no atual andamento dos eventos, chegaremos a um colapso global em menos tempo do que se esperava. O atual sistema de produção que desenvolvemos ao longo dos séculos, empreendeu um aceleramento que está precipitando em descontrole sistemático. É como se víssemos Cronos devorando os seus filhos. Não terei condições de experimentar o meu Kairós em transcendência de vida, mas sim de morte…
braços são berços para abraços nascerem evoluírem para intimidades maiores de almas de corpos de contatos de papos andar pelo mundo de braços dados implica em confiança confidências coincidências de passos par a par guardar o tempo nas mãos reduzir as distâncias entre corações em batimentos compassos andamentos sopra brisa pisa anda caminha passa sente fica volta torna retorna segura solta passado recente pressentido presente futuro aparente crescer efervescer dilatar-se voluntariar-se ilusões de bem estar estar bem com o outro tão próximo quanto preciso for para se entregar raridade em tempos desta humana idade que aconteça o contrário do que se espera que o querer se sobreponha ao poder da gravidade que estanca o movimento prende os pés no chão que de abraços dados voemos em dadas asas transformadas.