Assim como águas passadas movem moinhos…
Quando me encontro perdido é quando me encontro
Porque não me canso de me procurar
Em meu âmago sinto que prefiro me arrepender
Do que fiz do que não fiz
As consequências são escolhas por mais que não as controlemos
Mesmo porque quase nunca controlamos nada
“Sempre” e “nunca” decidi não usar mais certa vez
E por isso vivo me contradizendo
Quase sei o que não sei… aprendi
Desconhecer é um caminho sem volta
Desconhecer o mundo, o outro, a si
É como renascer a cada manhã
Novo e ignorante de sua essência
Mas ciente do que seja essencial… respirar
Como se sabe?… respirando
De obviedades também se vive
Como morrer, a maior obviedade que existe…

Para se preservar a lucidez, e necessária a loucura
Duas faces da mesma moeda.