Eu sou pedestre, um passageiro de transporte público e privado e um carona em carro particular. Isso me dá a oportunidade de observar o meu entorno com maior atenção. Costumo registrar por imagens vários pontos de São, desde a Periferia da Zona Norte onde moro até as regiões mais centrais e as de regiões mais abastadas de São Paulo. Aqui, mostrarei algumas que me chamaram a atenção. Tenho tantos registros que fica difícil escolher. As que aparecem aqui não são exatamente as melhores, mas as mais recentes.
Esta foto eu fiz há uma semana. Declaração tão ostensiva de amor ainda mais por uma esposa nunca vi. Fiz algumas considerações mentais acerca da frase. Não duvido que ela possa excitar a imaginação de muitas mulheres que talvez queiram saber quem seja tal sujeito, enquanto incomode muitos maridos mais contidos em entoar mensagens mais explícitas. Registro feita na minha rua.
Passo muitas vezes pela Estação Barra Funda de Metrô que também incorpora uma Estação Rodoviária para cidades do Interior e para vários bairros da região da Zona Norte, Oeste, Central, além de ser uma conexão ferroviária para cidades da grande São Paulo. A Barra Funda é um bairro muito importante na minha vida. Foi lá que vivi boa parte da minha infância no Parque Infantil Mário de Andrade, onde encetei o meu contato com a Arte de várias expressões — interpretação, música, escrita, plásticas. Muito mais tarde vim a saber que era um das últimas unidades do projeto criado pelo próprio Mário de Andrade nos Anos 30, quando foi Secretário Municipal de Educação.
Num dos retornos de um trabalho, registrei a Basílica de Nossa Senhora de França, na Zona Leste. Eu vivi até os sete anos na região da Penha, mais propriamente na região da Vila Esperança. Fui batizado na velha Igreja da Penha, bem próxima dali.
Entre o arvoredo, divisei essa bailarina na lateral de um edifício. Achei graciosa a representante de uma arte da qual amo ver a expressão, ama não tenho nenhuma aptidão de executar. Aliás, o próprio prédio me pareceu interessante, um velho exemplar dos Anos 80, por aí…
Essas duas pinturas se encontram em construções de Santa Cecília, um bairro junto ao Centro que passa por um processo de ressurgimento em termos de investimentos de novas construções, mas que também apresenta um cenário de São Paulo antiga. Conheço muito a região porque uma das minhas filhas mora há alguns anos por lá, além de ter trabalhado muitas vezes no Clube Piratininga por duas décadas.
Esse personagem eu encontrei na passarela de pedestres que atravessa por cima da Avenida 23 de Maio na região de Moema. Sozinho, quieto, poderia até estar cochilando, mas parecia estar acordado, quase num transe meditativo. Estava a caminho de uma visita técnica para um futuro evento e senti muita vontade de tocá-lo. No entanto, o deixei por lá, mas nesta última semana nunca deixei de pensar nele. Mais uma personagem anônima que me deixou marcas…
Participam: Lunna Guedes / Claudia Leonardi / Mariana Gouveia / Silvana Lopes





