Love

Onde eu estava trabalhando, encontrei o amor. Durante o dia, lá estava ele em letras grandes o suficiente para serem notadas. Algumas pessoas buscavam fazer registro junto ao amor encontrado assim, tão resolutamente visível, estável, “instragamável”, amável. O céu nublado, arrefecia o calor deste verão, mas sabemos que o amor resistiria se viesse uma chuva um pouco mais forte ou mesmo uma tempestade. Acontece. Mas é um tanto raro. Normalmente, há pessoas que fogem do amor à primeira garoa. Imaginam um mundo em que o amor não sofrerá percalços, não enfrentará mau tempo, que permanecerá incorruptível à passagem do tempo. Que viverá ileso às atrações do circo da vida, com trapezistas, palhaços, mágicos, equilibristas, bailarinas a exercerem à sua arte de seduzir. Porém, isso não impedirá que o amor continue sendo ofertado a você, além do outro. Na estrutura de exclusividade, ditado por um sistema que preconiza estabilidade empregatícia numa união dita romântica, as confusões costumam trazer dissabores por contrariar à “lógica” da posse. Por isso, buscam acordar mediante documentos oficiais que assim será. E o meu trabalho é festejar esse momento de juras e promessas, que apenas tem sentido no momento que são proferidas. Depois, anoitecerá. Mas a boa notícia é que, muitas vezes, o amor brilha no escuro, noite alta, com estrelas no céu (quase) aberto…

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