Mulher De Lua, Mala E Cuia

MULHER DE MALA

De mal a pior,
poderia se dizer ia a vida
da artista.
Apesar de muito chamada,
apesar de bela,
apesar de excelsa,
era uma fera
indomada,
mulher de lua.

Contrariada,
não se dava por vencida…
Não a venceu o amor,
não a venceu a dor,
não a venceu a vida…
Suspeitava que nem a morte
a venceria…
Quando se sentia aprisionada,
ainda que pelo conforto da alegria,
se rebelava e partia.

Em vez de sucesso,
queria acontecer no coração
das pessoas…
Cometer o ato perfeito e inesquecível.
Preferia o tempo virado –
raios e os trovões…
Gostava da porfia,
sua opção era pelo acaso,
a atraía a inconstância da estrada…

Se morresse assim,
se sentiria plena.
Maior que a flor – uma pétala…
Para ela,
viver era comer de cuia,
arrumar a mala e
atravessar a si mesma.

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