Ontem, eu estava a trabalho na cidade de Santo André e, ao sair para exterior do salão onde sonorizávamos um evento, olhei para o oeste, onde o sol se escondia… Já um pouco mais escuro, percebi dois pontos luminosos distantes quase nada um do outro. Esses pontos se assemelhavam à estrelas, mas a luzinha de baixo dava a impressão que se deslocava em minha direção, enquanto a outra continuava no mesmo lugar. Passado algum tempo, com a permanência dos seus posicionamentos, concluí que se tratava de um balão meteorológico. O estranho é que seria um balão anômalo, com a parte de baixo maior que a de cima, que o sustentaria. Quase cheguei a “ver” uma linha que os unia… De qualquer forma, caçador de horizontes que sou, saquei uma imagem.
Hoje, ouvi falar que os planetas Vênus, que rege o meu signo (Libra) e Júpiter estão em alinhamento, algo tão raro que apenas se repetirá em 12 de fevereiro… de 2056! Daqui a 40 anos! Eu havia presenciado esse fenômeno. Para mim, esse recado dos céus foi claro — somos uns bostinhas, mas podemos viajar pelo Espaço em um piscar de olhos! Somos seres breves que podemos testemunhar a eternidade no encontro tão encantador quanto o de planetas inteiros na retina de nossos olhos. Somos míseros seres a caminhar pela superfície de um planetinha do Sistema Solar, mas podemos nos tornar infinitos tanto quanto do tamanho do Universo. Esta noite, que sejamos esses seres transcendentes e que olhemos para o Céu noturno. Nele, estará escrito que apesar de pequenos, somos universais…
*Texto de 27 de Agosto de 2016 — incluso em meu livro de crônicas REALidade, pela Scenarium Livros Artesanais

